EDITORIAL: A guerra dos mundos

logo editorialA Ásia em geral, a China, em particular, nas diferentes etapas da História Universal, aparece como se fosse um planeta diferente. Note-se que o desenvolvimento da civilização chinesa não é subsidiário da Grécia ou de Roma. Quando os fenícios introduzem a escrita, com o seu alfabeto surgido há 3200  anos, já os chineses registavam os acontecimentos com os seus  hieróglifos, que se anteciparam mais de um milénio à escrita fenícia.

Quando o Código de Hamurabi, foi publicado na Babilónia em 1875 a.C., faltava cerca de um milénio para que na Grécia se compusessem os poemas homéricos, base da literatura europeia. No continente americano, de cuja existência nem se suspeitava, seres humanos padeciam infelicidades e rejubilavam de felicidade, amavam e odiavam, uns no Pal0eolítico outros, como astecas e maias em patamares civilizacionais elevados.

Os peninsulares «descobriam» o mundo e  com o apoio de Roma, que começava a ser contestada, um prenuncio da fogueira que Lutero viria a transformar num terrível incêndio, portanto a Alexandre VI, pai de César Bórgia e de Lucrécia, não agradava a ideia de um conflito entre dois pilares do catolicismo. Instituída a politica do mare clausum que atribuía a portugueses e castelhanos interceptar qualquer nave – inglesa. francesa, flamenga… viram-se as potências consideradas importantes forçadas à pirataria, sujeitando-se <ás regras que os reis católicos e D. Manuel impunham severamente.

A situação mudou com o desastre da «Invencível Armada». Em suma, um mundo onde havia diferentes civilizações, a política de terra queimada prevaleceu. Os índios americanos, dizimados, civilizações como as dos astecas. maias, incas, destruídas, as tribos africanas dispersadas pelo mundo como mão-de-obra barata.

Em suma, o barbarismo , o fanatismo e o mercantilismo, moldaram uma situação explosiva, pois o convívio pacífico é impossível quando o «terrorismo de estado» que de Roma a Washington tem prevalecido sobre o respeito pela diferença, transformaram este planeta azul, belo se o vemos  a partir do espaço, n um inferno permanente em que uma tirania derruba outra tirania. O islamismo fanático, a gula germânica, o «socialismo» chinês, como aves necrófagas, esperam que a impiedosa águia norte-americana sucumba.

Homo sapiens uma ova!

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