EDITORIAL – PORTUGAL CAMPEÃO, OU A HISTÓRIA DE ÉDERZITO LOPES

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Portugal venceu ontem o Euro 2016, o campeonato europeu de futebol para as selecções nacionais. Hoje tem o seu nome nos noticiários, e na maior parte, estes vão dar uma imagem positiva, queremos acreditar. É para variar dos problemas com o défice crónico, com a austeridade imposta como se sabe e as chamadas sanções que uns determinados indivíduos nos querem impor.

É incontestavelmente um facto positivo. Mesmo os que não gostam de futebol, que o consideram como uma variedade do tal ópio do povo, mesmo os que concordam o futebol é um desporto, e apenas um desporto, se não forem daqueles que acham que só a opinião deles é que interessa, estarão sensibilizados pela enorme movimentação popular que ocorreu ao longo deste campeonato, que não se pode reduzir de modo nenhum a um fenómeno de estupidificação maciça. E com certeza valorizam o bom trabalho desenvolvido, pois requereu grandes perícia e disciplina, para além de uma grande vontade de vencer. Para completar, recordemos que o saudoso Mário Wilson, quando o interrogavam sobre a razão de o futebol ser tão popular, dizia que correspondia a qualquer coisa de inato em todos nós. A quem duvidava, respondia: se meter uma bola no meio de um grupo de pessoas entretidas com qualquer assunto, vai ver que, mais cedo ou mais tarde, estão aos pontapés a ela.

Vendo por outro prisma, o futebol, é inegável, tem um lugar único no mundo de hoje. Tantos os críticos como os defensores da globalização reconhecerão que, fora da esfera estritamente financeira, as movimentações a que dá origem têm uma dimensão única. Com aspectos positivos e negativos, é preciso ressalvá-lo. Mas a enorme popularidade que desperta ajuda a que diferentes partes do mundo se conheçam melhor e se aproximem, de modos não previstos pelos mentores da política e da finança. Repetimos: nem sempre da melhor maneira, como as recentes questões a envolver a FIFA o demonstram. Mas há outros aspectos, que por vezes dão a conhecer facetas positivas. Como é o caso do nosso Éder, que, além de um excelente jogador, ao que tudo indica, é também um bom homem. Não o queremos tornar um super-homem, apenas desejamos que continue assim, e tenha muitos êxitos, no futebol e na vida, assim como todos os seus companheiros. Propomos que leiam a sua pequena biografia que nos disponibilizou o Observador.

 

http://observador.pt/2016/07/11/eder-a-vida-foi-lhe-dura-mas-deu-lhe-ouro/

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