Georg Wilhelm Friedrich Hegel. o prussiano que foi um incandescente farol do chamado Idealismo alemão, nasceu no dia 27 de Agosto de 1770, morreu em 14 de Novembro de 1831 e legou-nos este conceito filosófico de que as ideias abrem lentamente caminho por entre a escuridão da ignorância e o seu fulgor acaba por explodir em luz, mesmo que para isso passem séculos, milénios…
Podemos imaginar os primeiros hominídeos a estremecer de terror quando, abrigados nas suas cavernas, não tendo ainda inventado a palavra, escutavam o estrondejar de trovões e viam o céu atravessado por relâmpagos incandescentes. Grunhiam de medo e pensavam que um qualquer ser superior estava zangado com eles.
A consciência flagelava-os. Em mais de dois milhões de anos o que passou do território do divino para o campo do conhecimento foi muito, embora seja quase inacreditável que haja seres humanos que continuam a acreditar que o Universo é regido por uma entidade superior, quando a inteligência que caracteriza a espécie como única natureza biológica é de aquisição cultural – ou seja – somos a única espécie que não consegue parar de pensar e de ir aumentando a aquisição de conhecimentos – como é possível que a ignorância que também caracteriza a espécie e que tal como a progressão cultural é inextinguível.
As religiões, todas elas, são o território da parte irracional que já deveria ter sido extinta. Seria um grande avanço substituir as crenças religiosas pela crença na capacidade do ser humano em se superar. Cruzadas, Inquisição, autos de fé, actos de terrorismo. fazem parte do vasto território da ignorância onde pulsa o coração da maldade, do egoísmo e da estupidez. Um dia, papas, pastores, imãs, cardeais… terão de trabalhar, pois deixarão de ser alimentados pela crendice supersticiosa. Falta muito tempo?
A ideia não tem pressa.
