“A opinião de Valls não é consensual, nem mesmo dentro do governo. Numa entrevista a ministra da Educação do Governo Francês considerou que as proibições “não são bem-vindas” e que “agravam os problemas da República” na luta contra o terrorismo. “Ninguém estabeleceu ainda uma ligação entre o terrorismo, o Estado Islâmico, e a roupa que uma mulher usa na praia”, disse Najat Vallaud-Belkacem, que tem origens marroquinas. “Evidentemente que sou contra [o burkini]. Enquanto feminista, laica e progressista, o meu sonho de sociedade é uma na qual as mulheres são livres e orgulhosas nos seus corpos. O que me inquieta é ver os responsáveis políticos de direita a explorar o medo das pessoas”, acrescentou a ministra.”
A noção de liberdade é universal, se quisermos vestir seja o que for ninguém nos proíbe desde que…
Se o burkini fosse uma maneira de vestir porque se gosta, mas se se vestir outra roupa: calças, saias, calções, biquíni, seja o que for, então para nós, lutadores pela Liberdade, acharíamos estranho, como já achámos algumas “vestimentas” das gerações mais novas.
Mas não é assim.
O burkini é o rosto da discriminação, da exploração, da servidão.
Para quem ama a Liberdade e luta pela libertação das mulheres tudo isto não faz sentido.
A Direita, pelo contrário, festeja a proibição, bate palmas à discriminação, e prepara-se para se organizar explorando a ignorância de quem vota.
A falta de liberdade destas mulheres, dizem, é aceite por elas.
Que opção têm? Os castigos bárbaros ou a luta pela sua liberdade.
Estas mulheres, que se banham nas praias de França, são poderosas, são ricas, não querem perder os seus privilégios.
Mas e as outras que quando pisam o risco, são assassinadas?
Não é o burkini, mas a sua representação, que nos faz pensar, neste século XXI, e agora? Como responder a estas diferentes culturas, sem causar a guerra, sem anular o que de bom todos temos.
Queremos a Liberdade de circulação entre os países do mundo, mas não queremos pensar nos choques culturais. O que fazer?
É preciso e urgente uma Educação Intercultural se queremos viver juntos.