

A história humana é uma história de migrações, mas elas são hoje dominadas pelos critérios do neoliberalismo e do sistema económico capitalista. Uns podem mover-se livremente no mundo. Outros não. Uns viajam por recreio, outros para fugir à guerra e à miséria. O dinheiro passa, as mercadorias passam, as armas passam as fronteiras, mas muita gente fica retida por não ter papéis. A regulação das migrações é hoje em dia feita na base de violências e desigualdades brutais.
A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio propõe um ciclo para debater as fronteiras, o que elas significam, o que elas escondem, o que elas protegem, num mundo de discriminação e guerra, num momento histórico em que as fronteiras voltam a tornar-se autênticos cemitérios para refugiados que procuram apenas um lugar onde viver em paz. Para pensar os modos de as passar e de as questionar, derrubando os muros que se levantam de novo (mesmo dentro de cada país), e que tantas vezes nos afastam dos vizinhos, dos colegas e dos amigos. Porque também há fronteiras pelas quais passamos todos os dias, quando atravessamos uma porta ou um bairro que não conhecemos.
Por isso propomos iniciativas e debates para pensar porque se ergueram e erguem de novo barreiras entre pessoas e ideias, porque se desenham fronteiras dentro e fora das nossas cabeças. Para derrubar muros mas também para separar águas e clarificar ideias.
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