A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Passou há dias o aniversário da primeira edição de O Capital, de Karl Marx. O termo tem diversos sentidos e destacamos dois deles – dois substantivos com géneros diferentes – o capital, acepção do foro da economia; a capital, na área da geopolítica. Dois livros, celebram cada uma das acepções – «O Capital», de Karl Marx, e «A Capital», do nosso Eça. Como adjectivo tem também a sua importância, sobretudo para quem é punido com a pena capital.
Hoje em dia não ganham nada, pelo contrário, a acumulação de instituições, repartições, departamentos, fundações e coisas bem mais feias só torna a vida lisboeta numa fonte de contratempos. O Rocio na Betesga tornou-se muito agradável ao outro Capital de que fala o texto.
A minha proposta, quase tão velha como eu, é que a Capital seja construída noutra zona de Portugal para, assim, poder descongestionar-se Lisboa e, sobretudo – a melhor das consequências – conseguir dar-se ao interior do País uma possibilidade muito séria de desenvolvimento, o demográfico de sobremaneira. Há muito que digo onde deve edificar-se essa nova Capital mas, aqui e agora, não vou repeti-lo porquanto a Viagem dos Argonautas não deve, por minha causa, sujeitar-se a intempéries. CLV