A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.


Ao tiroteio de armas automáticas e de metralhadoras e canhões, somavam-se as explosões esporádicas de granadas de fabrico artesanal. Os lisboetas estariam, na sua maior parte, metidos em casa. Não havia rádio, nem televisão. Os telefones eram relativamente poucos. Jacinto Baptista publicou, em edição da Seara Nova (1966), um interessante trabalho, Um jornal na Revolução – “O Mundo” de 5 de Outubro de 1910. Se nos ativéssemos à opinião que
transparece na maioria dos artigos e reportagens, aceitaríamos a tese do apoio amplo. Mas o matutino O Mundo e o vespertino A Capital eram jornais republicanos… E o jornalismo em certas situações mistura o relato objectivo com a defesa das ideias do jornal, quando não mesmo as do jornalista. E mesmo cem anos depois, quem escreve e quem lê não consegue ser cem por cento isento.