
| Sábado, 5 de Novembro, 16h
Mário Dionísio foi, entre muitas coisas, escritor. Essa é, provavelmente, a sua faceta mais conhecida. Nesta conversa queremos perguntar o que é isso de escrever para além do trabalho e outras actividades, queremos saber o que vem primeiro, se se escreve sobre a vida que se tem ou se é sobre outras coisas. Convidámos duas pessoas que, entre outras coisas, também escrevem: António Carlos Cortez e Miguel Castro Caldas. «Nunca consegui convencer deste prazer [o ensino] e sobretudo da sua utilidade os escritores meus amigos. Eles viam na maneira absorvente como ao ensino me entregava a mais indesculpável das infidelidades. Que assim não podia ser. Que eu não nascera “para aquilo”. Nascera “para mais”, pensavam eles. E enchia-me de tristeza que não pudessem perceber. O Ferreira de Castro, por exemplo, quando, no Verão, estando ele em Sintra e eu em Galamares, nos encontrávamos com bastante frequência: “Cuidado! Não deixe passar a idade. O tempo voa…” Mas os “piores” eram o Carlos de Oliveira, o José Gomes Ferreira, o Cochofel. Porque com estes estava eu todos os dias, tinha-os ali à perna. O Carlos —olha quem! — nem pensar em desarmar. “Então agora são só pedagogias?” Irónico, implacável. E logo sério, com a amizade do costume: “Mas não tem escrito nada? Mesmo nada?” Como se o mundo fosse acabar por isso. Já publicara aliás grande número dos meus livros. E mentia para mudar de assunto. Mas não mentia muito. Na verdade, escrever era o meu vício. Andava às voltas, havia perto de três anos, com o Não há Morte nem Princípio, cujo original ele, a seu tempo, leria com o empenho que só os amigos sabem o que é. Com o mesmo com que eu lia os dele, cheios ainda de emendas, papelinhos colados, a insatisfação em carne viva.» Mário Dionísio, Autobiografia (1987) |
Domingo, 6 de Novembro, 15h30
Nas oficinas de Novembro, convidamos miúdos e graúdos a fazer uma viagem autobiográfica através de conversas, observação, jogos, desenhos, escritas e outras bricolagens. Depois da acção, reacção, contemplação e passeios das primeiras 3 sessões, acabaremos em beleza no 4.º domingo a construir uma «capsula do tempo»; porque, em qualquer idade, o «eu» tem memória de si. – 6 de Novembro: – 13 de Novembro: – 20 de Novembro: – 27 de Novembro: Para todos a partir dos 6 anos. Número máximo de participantes: 10. |
Segunda-feira, 7 de Novembro, 18h30
Continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Vamos na 4ª parte, «Durante as grandes tempestades». Cláudia Oliveira e João Tito Basto continuam a leitura do 4.º capítulo, «Analisar, reconstruir». ATENÇÃO, estamos a fazer uma campanha de angariação de fundos para a reedição de A Paleta e o Mundo. Vejam aqui como contribuir. Segunda-feira, 7 de Novembro, 21h30 No ciclo de cinema «Correspondências», projectamos o filme Lettere aperta a un giornale della sera (1970, 116’) de Francesco Maselli, apresentado por Eupremio Scarpa. Neste ciclo de cinema, optámos por seguir o tema da exposição que inaugurámos a 1 de Outubro, onde mostramos uma parte importante da correspondência de Mário Dionísio. Por isso, escolhemos filmes com carteiros, cartas, postais e trocas de ideias à distância, escritas em papel. A entrada é livre, todos os filmes em língua estrangeira são legendados, há sempre uma apresentação e espaço para uma conversa. |
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NO NOSSO HORÁRIO DE ABERTURA* HÁ:
EM QUALQUER DIA, COM MARCAÇÃO, É POSSÍVEL CONSULTAR:
EXPOSIÇÕES DE MÁRIO DIONÍSIO FORA DA CASA DA ACHADA:
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