EDITORIAL: A luta pela liberdade de expressão durante a Ditadura

logo editorialA revista NOVA SÍNTESE, editada pela Associação Promotora do Museu do Neo-realismo, dirigida por António Mota Redol, apresentou ontem  no Auditório do Museu do Neo-Realismo.  em Vila Franca de Xira, o seu número 9, dedicado ao papel da imprensa regional durante a Ditadura que, entre 1926 e 1974, suprimiu a liberdade de expressão nos meios de comunicação. 356 páginas, e textos interessantes centrados num ponto concreto desse jornalismo amordaçado – os suplementos culturais e os Encontros que foi possível realizar nos anos 60. A revista dirigida pelo Professor Vítor Viçoso, teve neste número temático a orientação do argonauta António Gomes Marques.

Nauralmente que, negados aos cidadãos todas as liberdades, das elementares âs fundamentais, a liberdade de imprensa não faria sentido,  nem seria possível num quadro de repressão global que imperava na sociedade portuguesa  – a «lei da rolha» incidia sobre toda a actividade jornalística, editorial… imprensa, rádio, televisão, edição – a teoria que Salazar sintetizou no seu discurso de criação do Secretariado da Propaganda Nacional – «Politicamente, só existe o que o público sabe que existe», vigorou até ao dia 25 de Abril de 1974.

Número interessante, com textos de boa qualidade e a revelação de uma frente de luta contra a Ditadura a que não tem sido dado  o devido relevo. Seria no entanto, curioso averiguar até  que ponto existe hoje uma comunicação social livre e independente.

Não terão os mesquinhos segredos do velho Estado Novo sido substituídos pela difusão de «verdades» de duvidosa limpidez?

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