EDITORIAL – A justa homenagem a Fèlix Cucurull

Imagem2Aproxima-se a data do centenário de Félix Cucurull, pois nasceu em 12 de Janeiro de 1919, em Arenys de Mar, cidade das cercanias de Barcelona. Ainda estudante liceal, com quinze anos, começou a colaborar na imprensa local. O seu catalanismo fazia-o sonhar com uma Catalunha livre e independente; a Segunda República, proclamada por sufrágio universal em 1931, permitiu que os cidadãos do Estado espanhol, sonhassem com a independência das suas nações. Discutia-se a criação de uma união federal que desse a cada nação total Independência e a possibilidade de sacudir o centralismo castelhano. estranhamente, havia forças de esquerda que condenavam o federalismo e defendiam a manutenção de um Estado republicano, mas centralizado-Quando em 1936 a brutal invasão «nacionalista» invadiu o território da República Espanhola, Félix lutou no exército republicano (na Frente do Levante).

Cucurull,  após a vitória fascista, viveu as quatro décadas de franquismo, apesar da repressão, devotou a sua vida à defesa dos valores da democracia e ao esclarecimento político e ao direito que cada povo tinha de falar o seu idioma e de usar como referência a cultura da sua nação. Em Portugal, embora sem a presença aculturante do castelhanismo, vivia-se numa situação semelhante à que caracterizava o Estado espanhol. Beneficiando do republicanismo dominante entre os intelectuais portugueses, muitos deles comunistas ou social. Democratas, começou a publicar os seus livros, ganhou uma bolsa que lhe permitiu percorrer o nosso País e pode dizer-se que por começos dos anos sessenta, era mais conhecido em Portugal do que no Estado espanhol-

Construiu uma obra literária de grande valor – romances, poemas, ensaios… Numerosas conferências proferidas em diversas cidades, um convívio estreito com escritores e políticos portugueses, converteram-numa figura familiar da vida cultural portuguesa. A homenagem que no próximo dia 20, às 18 horas, ocorrerá na Sociedade Portuguesa  de Autores a propósito do cinquentenário da publicação do ensaio «Dois povos Ibéricos .-«Portugal e Catalunha», vencedor de um prémio iterai-o. é um acto de justiça – e propomos <á Comissão de Toponímia da Câmara Municipal de Lisboa que o nome do democrata, patriota catalão, seja atribuído a uma vis da capital portuguesa.

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