

Ainda não consegui digerir estes “sucessos”, estes entusiasmos, estas emocionantes manifestações de felicidade dos nossos exultantes opinadores políticos.
Então um novo e sinistro alemão, neo-nazi de meia idade, que nos fecunda e nos enterra há anos, com a absoluta, reles, conformista, fétida e abjecta cedência e concordância do governo anterior – em boa hora substituído por um governo posterior com ideias diferentes de resolução das nossas misérias ancestrais – tem a lata e o desplante de nos aplaudir, de nos passar a mão pelo pêlo, de fazer festinhas na cabeça do sorridente, bondoso, flácido e aquiescente ministro das finanças, com aquele seu saudoso sorriso e postura de SS’s, acolitado por mais dois ou três obesos carecas da governação europeia…
E nós exultamos? E nós embandeiramos em arco? O que lá vai, lá vai, volta que estás perdoado, foi tudo um mal entendido?
Somos os maiores. Temos o Papa, o Festival, o Ronaldo e o Benfica e agora um nosso representante financeiro que parece mesmo aquele bom aluno que todos tivemos na nossa turma liceal, que apagava o quadro à sra. professora e lhe trazia uma maçã, que era o primeiro e entrar e o último a sair da aula, para ter mais tempo de manteiga e graxa… Temos um invertebrado a ser cumprimentado com um ar de mal disfarçado gozo e paternalismo por aquele ministro e responsável alemão, manda-chuva do que de pior a Europa detém. Que se fartou de ameaçar, de sacar, de fazer sofrer, de obrigar a baixar portuguesas, políticas e importantes cervizes à sua passagem.
Temos o que merecemos, parece. Aliás, sempre o afirmámos.
E parece que gostamos.
carlos


É a verdade nua e crua que está escrita sem fantasia e com palavras muito bem adequadas,CLV