
A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

Há mães que matam os filhos por tanto lhes querer – estreitam-nos ao peito com tal ardor que os sufocam. Podemos dizer que a Primeira República Portuguesa não resistiu ao abraço exageradamente atlético com que alguns republicanos a tomaram nos braços. Entre o Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908, que vitimou o rei D. Carlos e o príncipe Luís Filipe, herdeiro do trono, e a Noite Sangrenta de 19 de Outubro de 1919, quando foram assassinados heróis da Rotunda como Carlos da Maia e Machado Santos e o chefe do Governo, António Granjo, passando por outro magnicídio, o de Sidónio Pais, em 14 de Dezembro de 1918, medearam dez anos de violência, muitas vezes (quase sempre) desnecessária.