Marielle Franco foi assassinada pelo poder brasileiro por lutar pela Liberdade de se Ser. Era vereadora, a quinta mais votada, era uma activista defensora dos direitos humanos.
Todas as forças de segurança estão sob o comando do exército não vá a força das palavras derrubar preconceitos e libertar aquelas e aqueles que estão agrilhoadas
Marielle Franco foi vítima de um atentado, no centro do Rio de Janeiro. O motorista Anderson Gomes foi também vítima mortal deste atentado.
Apesar de a situação de violência que se vive no Brasil Marrielle falava em nome dos que não têm voz nem direitos de cidadania.
A palavra dá a volta ao mundo e vai deixando cair letras que formam palavras e pensamentos de libertação enquanto mulheres são exploradas no trabalho e em casa, que são violadas por desconhecidos ou mesmo por conhecidos e até pelos seus companheiros…enquanto crianças e adultos são vendidos como escravos… enquanto caem bombas na Síria… enquanto desfilam em passadeiras vermelhas e se queixam de assédio… enquanto muitas mulheres choram de dor pela excisão genital.
Marielle, com energia e convicção, levantava multidões.
Muitas Marielle foram presas ou mortas por ousarem falar nos Direitos Humanos para valorizar todos aqueles e aquelas esquecidos a apertar parafusos, a limpar o chão, a gerir grandes empresas, a governar como primeira ministras, deputadas, jornalistas…
Tudo isto é um caminho para a igualdade de género.
Foram assassinados uma mulher e um homem, parece ser uma chamada de atenção para o facto de a luta pela igualdade de género ter que ser feita pelas mulheres e pelos homens que têm medo de perder regalias e poder.
Que se multipliquem as Marielles e que as armas que se lhe apontaram se recusem a obedecer ao gatilho que as disparam.
Mulheres e homens juntos pela liberdade e igualdade!