Carles Puigdemont está numa prisão alemã e a todo o momento pode ser extraditado para Espanha. Juntar-se-á, assim, aos outros dirigentes catalães que já estão detidos em cárceres de Madrid.
Puigdemont e os outros dirigentes da Catalunha só cometeram um “crime”: lutar por um país independente de Castela. Um país com Língua própria, que a ditadura franquista proibiu. Um país que não se rendeu em oito séculos e que nunca se renderá.
Puigdemont e os outros líderes independentistas foram eleitos por vontade expressa do povo catalão. Mesmo quando o generalíssimo Rajoy, fez a jogada de convocar eleições com a intenção de enterrar o referendo popular que tinha legitimado a declaração da independência catalã.
O generalíssimo de Madrid perdeu, de novo. E com a cumplicidade do rei(zito) de Castela pediu os bons ofícios dos juízes.
E os juízes fizeram-lhe a vontade. Mandaram prender Jordi Sànchez, Jordi Cuixart, Oriol Junqueras, Carme Forcadel, Raul Rovema, Josep Rull, Dolors Bassa, entre outros destacados dirigentes independentistas. Marta Rovira e Puigdemont optaram pelo exílio.
Todos eles são presos e exilados políticos. Numa Europa sempre célere a condenar e a punir economicamente as nações da América Latina que não se sujeitam aos seus ditames.
A detenção de Puigdemont e a prisão dos dirigentes catalães deve indignar-nos a todos, porra! Urge juntar as nossas vozes às de todos aqueles que, por estes dias, nas ruas de Barcelona exigem a libertação dos presos políticos e que a Alemanha não entregue Puigdemont ao generalíssimo Rajoy. A nossa condição de vizinhos impõe-nos isso.