Faleceu recentemente (24/8) em Lisboa, aos 95 anos, o investigador, bibliófilo e poeta Luís Amaro, memória sempre disponível da literatura portuguesa sobretudo dos finais do século XIX e da primeira metade do século XX. Foi poeta exigente consigo próprio se considerarmos que a sua poesia está contida no volume Diário Íntimo, 3.ª edição revista (2011), e cujas variantes atestam a insatisfação do autor, sempre à procura da impossível perfeição. Mas a sua qualidade foi sem dúvida reconhecida por grandes figuras críticas, como Jorge de Sena que o incluiu na 3.ª série das Líricas Portuguesas, ou como Alexandre O’Neill, António Ramos Rosa, Raul de Carvalho, entre outros.
Alentejano, de Aljustrel, trabalhou muitos anos na editora Portugália, onde privou de perto com muitos autores (Manuel da Fonseca, José Régio, etc.), foi secretário da redacção da revista Colóquio/Letras, depois director-adjunto, à qual ficou ainda ligado como conselheiro editorial.
Memória bibliográfica espantosa, não há praticamente investigador dos últimos cinquenta anos que não lhe deva informações preciosas ou até mesmo material de consulta que nenhum arquivo possuía.
Em jeito de homenagem aqui fica a última versão do poema que a sua generosidade me dedicou e ao poeta António Salvado:



