CTA – “A BOA ALMA DE SÉ-CHUÃO”, de BERTOLT BRECHT- ESTREIA HOJE, SEXTA-FEIRA, 19 de OUTUBRO, às 21 horas, no TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE, em ALMADA.

Rita Cabaço em A boa alma de Sé-Chuão, de Bertolt Brecht, com encenação de Peter Kleinert

A CTA estreia Brecht

numa encenação de Peter Kleinert

A Companhia de Teatro de Almada estreia dia 19 de Outubro, no Teatro Municipal Joaquim Benite, A boa alma de Sé-Chuão, de Bertolt Brecht, com encenação de Peter Kleinert. A CTA já anteriormente levou à cena os espectáculos A excepção e a regra, Mãe Coragem e os seus filhos, A mãe e Santa Joana dos matadouros, todos textos de Brecht.

A excepção e a regra foi co-dirigida em 1981 por Peter Kleinert e valeu a Canto e Castro o Prémio para Melhor Actor, atribuído pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.

Rita Cabaço, que em 2017 recebeu o Prémio para Melhor Actriz da Sociedade Portuguesa de Autores e também o Globo de Ouro, protagoniza o espectáculo no papel da prostituta Chen Te.

A boa alma de Sé-Chuão vai estar em cena de 19 de Outubro a 11 de Novembro, na Sala Principal do Teatro Municipal Joaquim Benite, de quinta a sábado, às 21h, e quartas e domingos às 16h.

As Conversas com o público, os já habituais debates sobre os espectáculos apresentados no TMJB, contarão com as presenças de Peter Kleinert e de António Sousa Ribeiro, encenador e tradutor, respectivamente, de A boa alma de Sé-Chuão, Também estarão presentes actores da companhia, Yvette Centeno, que traduziu vários textos de Brecht, e a crítica de teatro Eugénia Vasques . Realizam-se nos dias 20 e 27 de Outubro e 3 e 10 de Novembro, às 18h, no foyer do Teatro Municipal Joaquim Benite.

Será que alguma vez se poderá satisfazer a ambição de “viver de forma decente” ou ser uma “boa pessoa”? Será que é possível ser-se digno e ter sentido de moral, numa sociedade dominada pelo egoísmo, a corrupção, a exploração e a ganância? E será que querer ser-se bom constitui um objectivo legítimo, num mundo no qual os direitos não são igualitários? E enquanto uns gozam as suas posses, direitos e privilégios – tendo acesso à educação, à prosperidade e ao emprego –, outros vivem na exclusão, opressão, discriminação e escravatura? Na sua parábola teatral, Bertolt Brecht envia três deuses à procura de uma boa pessoa num mundo mau – mais precisamente, à província chinesa de Sé-Chuão. A jovem prostituta Chen Te oferece-lhes abrigo por uma noite sem esperar nada em troca, e os deuses acabam por dar-lhe dinheiro. Esta oferta permite que Chen Te escape à prostituição: promete aos deuses que há-de tornar-se numa boa pessoa e abre uma tabacaria. Mas rapidamente as dívidas se acumulam, e cada vez mais pobres vêm pedir ajuda e abrigo à nossa heroína, ao ponto de o negócio ficar à beira da falência. Chen Te é obrigada a criar um alter-ego, desaparecendo e regressando pouco depois disfarçada de um suposto primo seu: Chui Ta, que se revela mais adepto da lógica de mercado pura e dura, do que propriamente da caridade. Chui Ta acaba por empregar os pedintes na tabacaria e evita a falência. Entretanto Chen Te apaixona-se pelo aviador Sun, que também precisa de dinheiro, acabando por ter um filho deste homem. Mas rapidamente surge entre as restantes personagens a suspeita acerca do seu estratagema, que consistia em alternar entre ser uma boa mulher (miserável) e um empreendedor rico (sem escrúpulos).

Peter Kleinert

Em 1981, Peter Kleinert, juntamente com Peter Schroth, encenou na Companhia de Teatro de Almada, A excepção e a regra, de Brecht. A interpretação de Canto e Castro, neste espectáculo, foi distinguida com o Prémio da Crítica, para a melhor interpretação masculina do ano.

Nascido em Berlim, e formado em Filosofia, Peter Kleinert iniciou o seu trabalho como dramaturgista e encenador na antiga República Democrática Alemã, em teatros em Dresden e Schwerin. Encenou numerosas peças de Brecht em Glasgow, Lyon, Salzburgo, Sydney, Pittsburgh e Nova Iorque. Salientam-se entre os seus últimos trabalhos: Albergue nocturno, de Gorki; Marat/Sade, de Peter Weiss; Santa Joana dos MatadourosA mãe e A boa alma de Sé-Chuão, de Brecht; e A morte de Danton, de Büchner. Em Weimar foi co-director da secção de interpretação no Teatro Nacional Alemão. Nos anos 90 Kleinert assumiu o cargo de director do Departamento de Encenação da Escola Ernst Busch, em Berlim. Encenou espectáculos com os estudantes da Escola Ernst Busch na Schaubühne de Berlim. Como dramaturgista colaborou com Thomas Ostermeier, em Amesterdão, Lausanne e no Festival de Salzburgo.

  Texto Bertolt Brecht Tradução António Sousa Ribeiro Encenação Peter Kleinert Interpretação Beatriz Godinho, Érica Rodrigues, Inês Garrido, João Tempera, Miguel Raposo, Pedro Melo Alves, Rita Cabaço e Tomás Alves Direcção musical Pedro Melo Alves Cenografia Céline Demars Figurinos Ana Paula Rocha Desenho de luz Guilherme Frazão Som Miguel Laureano Assistência de encenação Aziza Hecht Assistência de figurinos Carolina Furtado Estagiário Henrique Gomes  

TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE | SALA PRINCIPAL | M/12

19 OUT a 11 NOV | QUI a SÁB às 21H | QUA e DOM às 16H

PREÇO: 6,5€ a 13€  (Clube de Amigos: entrada livre)

RESERVAS: +351 212 739 360 COMPRAR: http://cta.bilheteiraonline.pt/

       

Miguel Martins

Comunicação

   

 +351 21 273 93 60 | +351 91 540 70 94 imprensa@ctalmada.pt | www.ctalmada.pt

 

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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