PATRIMÓNIO DE INFLUÊNCIA PORTUGUESA

Heritage of Portuguese Influence/ Património de Influência Portuguesa — HPIP — é a evolução natural do projecto Património de Origem Portuguesa no Mundo: Arquitectura e urbanismo que, sob a direcção de José Mattoso, a Fundação Calouste Gulbenkian desenvolveu entre 2007 e 2012. Teve como objetivo uma publicação em três volumes, mais um de Índices, de uma compilação de informação sobre o tema, composta sob a forma de dicionário de matriz geográfica. Esse processo está bem caraterizado nos textos de apresentação do projecto de Emílio  Rui Vilar e de José Mattoso, bem como no Histórico.

Evolução natural porque a obra impressa tem um preço e uma expressão física que na realidade só a torna acessível ao grande público em bibliotecas, mas também porque face à matéria e ao seu âmbito geográfico tem um enorme potencial de constante actualização. Mesmo com uma vasta e qualificada equipa como a que se reuniu para o efeito, não é possível cobrir a totalidade do planeta em casos e conhecimento já disponível e actualizado. São pois evidentes os dois eixos desejáveis de desenvolvimento do projeto: divulgação mais ampla e reunião integrada de informação dispersa. Uma vez conjugados de forma eficaz, podem gerar um feliz efeito recíproco de bola de neve. Basta que a divulgação estimule a colaboração e vice-versa.

 

Para atingir tais objectivos o meio ideal é o de um sítio em linha, que se apresente e funcione como portal público interrogativo da base de dados georeferenciada na qual se concentre e administre toda a informação reunida. Como capital inicial contamos com o conteúdo dos livros, que é, por certo, suficientemente atractivo e estimulante para suscitar a integração do contributo de todos quantos pelo mundo fora tenham algo a acrescentar ou a corrigir, seja através de conteúdos escritos ou gráficos (fotografia, desenhos, iconografia, etc.)

A conjugação de tudo isso produzirá a auto identificação da comunidade herdeira desses bens partilhados em influências várias e mestiçadas. O conhecimento e a sua globalização em ambiente pós-colonial é a base da identificação das comunidades com o(s) seu(s) património(s) e, assim, o catalisador da sua salvaguarda, valorização, uso e desenvolvimento integrados.

A reunião de um acervo com todas estas características será por certo também relevante no apoio à comunidade científica, não apenas pela disponibilização de dados, mas pela forma cruzada e integrada como surgem, graças à gestão proporcionada pelo sistema de informação com base geográfica [SIG], pela actualização e integração permanentes de nova informação, pela facilidade de acesso, etc.

Além da gestão de informação de forma plenamente eficaz, o SIG permite a pesquisa, quer através do mais comum questionário alfanumérico (caixa com o ícone lupa no canto superior direito), quer navegando sobre um mapa ou imagem de satélite do GoogleMaps. Ali encontramos para cada item listado um pin com o logo do HPIP, mas também, para alguns dos núcleos urbanos de maior dimensão, um desenho sobreposto que evidencia o essencial do traçado urbano primitivo, as estruturas defensivas e/ ou o posicionamento dos edifícios fichados. Também é possível pesquisar directamente sobre índices pré-formatados  a partir do menu CONTEÚDOS>NAVEGAÇÃO. Outro meio de pesquisa disponível é irritamente sobre as imagens a partir dos submenus contidos em IMAGENS. Com um simples toque sobre a imagem tem-se acesso a todo o conteúdo da entrada a que diz respeito.

Em CONTEÚDOS>CONTEXTOS encontra-se um conjunto de textos simultaneamente de síntese e de enquadramento histórico segundo quatro grandes regiões geográficas: América do Sul; Ásia e Oceania; Norte de África, Golfo Pérsico e Mar Vermelho; e África Subsaariana. Para cada uma dessas quatro regiões existe um texto geral mais extenso e um conjunto de outros mais pequenos, que detalham aspectos relativos ao PIP em cada uma das sub-regiões em que se organizou essa informação.

Cada vez que alguém pretenda propor uma alteração, denunciar um erro e corrigi-lo, enviar uma imagem, propor uma nova entrada, acrescentar itens na bibliografia, etc., deve fazê-lo utilizando o menu COLABORAR, que não só está na barra principal, como vai surgindo em “clip” um pouco por todo o portal. Não é necessário qualquer registo prévio, mas tão só preencher alguns dados de identificação, descrever sumariamente o que pretende fazer e anexar o(s) ficheiro(s) em suportes editáveis (jpg, doc, etc) que para tal preparou. Essa proposta irá ser apreciada segundo uma rotina de certificação pré-estabelecida, de cujo resultado será dada conta ao proponente no prazo máximo de 45 dias. Uma vez aprovado, o conteúdo será imediatamente disponibilizado no portal.

Na realidade a qualidade científica da informação é um dos valores fundamentais deste projecto, o que é garantido pela participação como autores, mas essencialmente como certificadores, do vasto leque de especialistas que integram o Conselho Editorial. De acordo com as normas em voga para publicações científicas, a verificação é feita sob anonimato, ou seja, nem o certificador sabe quem é o autor da proposta, nem este sabe no final quem a apreciou. Garante-se assim a máxima objectividade e transparência do sistema, bem como a qualidade do que é disponibilizado.

Os textos da versão impressa surgem assinados pelos respectivos autores, o mesmo vindo a suceder com os textos de novas entradas propostas já com o HPIP em funcionamento. Porém, assim que seja integrada uma alteração proposta, o nome do autor do texto original passará apenas a figurar numa lista anexa a par com os dos novos contributos. Contudo, o texto original, com a autoria devidamente identificada, continuará disponível num menu anexo.

Como base de dados iterativa sem fins lucrativos, que subsiste com base na colaboração graciosa de todos os intervenientes, apesar de todo o sistema de certificação os conteúdos disponibilizados são da responsabilidade dos respectivos autores. Todos deverão estar conscientes de que o HPIP é uma base de dados aberta, cujos conteúdos (texto e imagem) são disponibilizados das formas mais intuitivas e sob os formatos mais abertos a qualquer pessoa. O único requisito é a citação sob a fórmula do seu endereço Heritage of Portuguese Influence/Património de Influência Portuguesawww.hpip.org

Superintende todo o funcionamento do HPIP o Conselho Executivo, composto por especialistas do meio académico-científico. Além dos representantes das quatro universidades que celebraram o protocolo fundador do HPIP com a Fundação Calouste Gulbenkian.

Por último queremos apelar para a compreensão de todos no sentido de relevarem falhas que nos primeiros tempos se verificarão, não apenas no funcionamento do portal, como na apresentação dos seus conteúdos. Com efeito, apesar do enorme esforço já despendido, a transferência de conteúdos produzidos de um tipo de suporte livro para outro completamente diverso, implica uma adaptação que não é sempre linear nem previsível. Felizmente este tipo de suporte tem a enorme vantagem de permitir uma permanente actualização e correcção, não apenas através do labor da equipa que o criou, mas essencialmente com a colaboração de todos quantos o visitem e utilizem.

 

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