O LUGAR DO TORREÃO. IMAGEM DE LISBOA, ATÉ 31 DE OUTUBRO

TORREÃO POENTE

 Esta mostra conta-nos o passado e o futuro do Torreão Poente da Praça do Comércio, um dos símbolos arquitectónicos e urbanísticos de Lisboa. A história começa nos primeiros anos do século XVI, quando D. Manuel mandou construir um novo palácio real, rematado, já dentro das águas do rio, por uma construção de aspecto militar: o Torreão do Paço da Ribeira. Destruído várias vezes ao longo da História, foi duplicado na Lisboa de Pombal nos extremos nascente e poente da nova Praça do Comércio.

Terreiro do Paço, Dirk Stoop (1662)

Encontrando-se em ruínas o edifício manuelino, Filipe II decidiu fazer um novo Torreão, um volume autónomo presidindo sobre a praça que se lhe erguia a nascente, o Terreiro do Paço.

Depois de 1640, o reino recuperou a independência e o monarca voltou a habitar o Paço da Ribeira. O Torreão sobreviveu incólume à mudança de regime e assim chegou a 1755, ano em que desapareceria pela segunda vez. O terramoto destruiu a materialidade do edifício, mas não a força da sua memória. Por isso, a cidade pombalina que se ergueu sobre os escombros mudou a função do Terreiro do Paço (agora Praça do Comércio), mas voltou a dar corpo arquitectónico ao Torreão, desta vez duplicando-o, nos extremos nascente e poente da nova praça.

Nos séculos seguintes, o Torreão continuou a atravessar regimes: do absolutismo de D. José, que nele não quis viver, passando pela monarquia constitucional que instalou aqui os seus ministérios e pelos republicanismos novecentistas que continuaram a usá-lo como espaço maior da sua representatividade.

A exposição termina com a assunção do Torreão Poente enquanto parte integrante do Museu de Lisboa, com referência às exposições temporárias que desde 2015 foram sendo apresentadas, e com a apresentação do projecto de arquitectura e maquete relativos ao futuro próximo do edifício.

Relata-nos, também os acontecimentos ocorridos nos anos da ditadura (gabinete de António Oliveira Salazar) e da Revolução de 25 de Abril de 1974.

Comissário: Nuno Senos

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