FRATERNIZAR – Natal em tempos de Pandemia Covid-19 – NASCEMOS E VIEMOS AO MUNDO PARA QUÊ? – por MÁRIO DE OLIVEIRA

 

A Pergunta, Nascemos e viemos ao mundo para quê?, é a mais oportuna das Perguntas. Porque há nasceres-viveres históricos tão cheios de ódio, de sangue derramado e de opulência no meio de pobreza e de miséria imerecidas em massa, que melhor fora que nunca tivessem acontecido. Esta Pergunta ganha ainda mais força, se lhe acrescentamos estoutra, Ao serviço de quê e de quem coloco a vida que me é reiteradamente dada e as capacidades que, progressivamente, se desenvolvem em mim, de dentro para fora, à medida que me vejo crescer em anos? E, no entanto, quantas, quantos de nós somos e vivemos confrontados com estas fundamentais Perguntas? Sim, quantas, quantos de nós?

Outra coisa fundamental em que também nunca pensamos é que já há natal, desde que a Terra gira à volta do Sol, no seu movimento de translação. O chamado natal do Sol(stício) de inverno. O único verdadeiro e amigo da Terra, organismo vivo. Diz-se de inverno, neste nosso hemisfério norte, porque no hemisfério sul nesse mesmo dia é o Solstício de verão. E só porque o cristianismo católico foi fundado na Roma imperial, situada no hemisfério norte, esta pôde impor à cidade e ao mundo, mesmo contra a natureza, o seu natal do Sol(stício) de inverno. Com uma agravante sem perdão, Substituiu o natal do ‘Solis Invictus’ pelo do seu mítico ‘Christus Invictus’, o mesmo do Credo de Niceia-Constantinopla, imposto a toda a ecumene de então por Constantino.

Vai já para dois mil anos que o cristianismo católico imperial romano e todos os outros que dele derivam, islamismo incluído, andam aí impunemente a aterrorizar os seres humanos e os povos das nações de que só nos salvamos e somos saudáveis, se nos fizermos cristãos católicos romanos, quando na verdade todos nós só nos salvamos e somos saudáveis, se, do nascer ao morrer, vivemos religados uns aos outros e à Terra, organismo vivo. E sempre ao seu responsável comando, em vez de o confiarmos ao Poder financeiro, via elites dos Estados das nações, das religiões e das igrejas.

Este ano é a primeira vez na história que celebramos o natal do Sol(stício) de inverno, sob o terror da Pandemia Covid-19. As vacinas contra ela já se anunciam e até já começam a ser apressadamente injectadas nas pessoas que se prestam a ser suas cobaias. A prioridade é dada às pessoas de mais idade. Se em vez de as imunizarem, as matarem, é certo e sabido que nem os respectivos familiares se insurgirão contra o Poder dos respectivos Estados assassinos.

Entretanto, lá longe, na sua Roma imperial, o papa Francisco reza e tudo abençoa!!! E os povos, seus súbditos, aplaudem!!! Acham, até, que nestes 20 séculos de cristianismo, jamais houve um papa que se lhe iguale. A comprovar à saciedade que o Consistório de cardeais, em 2013, soube bem o que fez, ao escolher pela primeira vez na história um jesuíta para papa. Tudo o que ele faz é mal, mas, como bom jesuíta que é, consegue que os seus súbditos o vejam como bem. Bem se pode por isso dizer que nunca um papa foi tão longe em simulação e em ilusionismo, como este jesuíta argentino.

Não foi, porém, para isto que nascemos e viemos ao mundo. Muito pelo contrário. E sabemos isso, desde abril do ano 30 desta nossa era comum, quando, num Hoje sem ocaso, o Cosmos-Consciência – a Humanidade no seu todo – escuta Jesus Nazaré, o filho de Maria, o alfa e o ómega da Geração Terceiro Milénio, dizer a Pilatos, no seu Pretório ou Tribunal romano, edificado em Jerusalém, “Nasci e vim ao mundo para dar testemunho da Verdade. E todo o que é pela Verdade escuta a minha voz’ (cf. João 18, 37). E como ele, também todas, todos os nascidos de mulher. Por isso, Pilatos e os sacerdotes do Templo de Jerusalém o condenam à morte na cruz, como o maldito dos malditos!

A tragédia é que, chamados, em cada geração, a escolhermos entre Jesus histórico que nasce e vem ao mundo para dar testemunho da Verdade e ser a Verdade feita prática, e Barrabás/Poder financeiro, ladrão e assassino, nós, os seres humanos e os povos das nações temos sido reiteradamente levados pela ideologia-teologia do Poder a escolher Barrabás/Poder financeiro. E fazemo-lo, porque as nossas obras, cientificamente encenadas como boas, postas perante a Luz-Jesus, são todas más. A começar pelas dos mais graúdos das religiões e das igrejas, dos Estados e das multinacionais.

Cabe-nos, pois, Geração Terceiro Milénio, prosseguirmos Jesus Nazaré, o alfa e o ómega dos seres humanos e, como ele, nascermos e virmos ao mundo para dar testemunho da Verdade e sermos a Verdade feita prática. Daí, a perene actualidade do meu Livro editado em outubro 2020, ‘Da Ciência à Sabedoria’, Seda Publicações / Gugol.pt. O mais simples e o mais condensado de todos os meus 51 Livros já editados. Dele, aqui fica um breve parágrafo 13 do cap 17 (são 45 caps. no total), ‘Só conscientemente habitados, somos dádiva viva e alegre uns para os outros, uns com os outros. Não importa o nome de quem nos habita. Importa que nos experimentemos habitados. Tudo o mais vem por acréscimo.’

N.E.

Como é habitual, JF encerra aqui esta edição 163 e conta iniciar a edição 164, sexta-feira 8 de janeiro 2021.

 

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