2021- CENTENÁRIO ERNESTO DE SOUSA – VI – “As Cartas do meu Magrebe”

 

“As Cartas do meu Magrebe” é um  livro com os textos que Ernesto de Sousa (1921-1988) escreveu enquanto andou por terras do Norte de África. Tem um prefácio de Isabel do Carmo, com quem vivia na altura e que o acompanhou nessa viagem. Resulta de uma proposta de publicação das crónicas dessa viagem, feita em 1962 ao Jornal de Notícias.

No lançamento do livro “Cartas do Meu Magrebe”, em setembro de 2011,  foi apresentado por Delfim Sardo (professor na Universidade Nova de Lisboa no Departamento de Comunicação e Linguagens, com dissertação sobre o conceito de espaço real e as conexões entre a exposição como dispositivo e o primado da tridimensionalidade na arte do século XX).

Falou sobre o livro realçando que a forma como Ernesto de Sousa observou o Magrebe é a de uma etnografia modernista. Partiu para ver a revolução e a independência na Argélia, da mesma forma que Sartre veia a Portugal “ver” a revolução de 1974. Considera que a sua escrita é a de um olhar crítico, com referências artísticas e com uma metodologia de olhar que vem da prática da crítica, analisando as relações humanas a partir da teatralidade. Definiu Ernesto de Sousa como uma “informação em ventoinha”, não hierarquizada.

No prefácio ao livro, Isabel do Carmo lembra que nessa altura no Magrebe vivia-se em convulsão independentista, e o fim da guerra da Argélia.

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