PRECÁRIOS INFLEXÍVEIS – CASA DA MÚSICA – O DESPEDIMENTO DE HUGO FABIÃO VELUDO

 

Casa da Música retalia e descarta uma das caras da luta pelos direitos laborais.
Depois de todos os conhecidos abusos e atropelos à lei e a quem trabalha, eis que a Casa da Música decide dispensar, em forma de retaliação, uma das pessoas que tem sido uma das caras da luta destes trabalhadores e trabalhadoras, contra a precariedade imposta por esta instituição. Ainda há menos de um mês, esteve presente e foi uma das pessoas que deu voz e cara à última greve destes e destas profissionais (ver testemunho nos comentários).
Hugo Fabião Veludo, que trabalha como assistente de sala, de forma precária, embora regular, para esta Casa desde 2017, viu agora o seu nome desaparecer, sem qualquer aviso, da escala para o mês de janeiro.
Como sempre denunciámos, a precariedade generalizada nesta instituição é uma escolha da Administração, uma estratégia que visa descartar quem apetece e quando apetece. Porém é uma estratégia ilegal, pois estamos a falar de trabalhadores e trabalhadoras que deviam ter um contrato de trabalho com a Casa da Música, e este caso devia ser tratado como um despedimento ilícito.
Esta Administração já deixou muito claro a falta de respeito que tem por quem trabalha todos os dias para que a actividade da Casa da Música exista. Lembremo-nos que esta é uma instituição que mantém profissionais a falsos recibos verdes durante anos, que dispensou vários trabalhadores precários em plena pandemia deixando-os totalmente desprotegidos fruto da precariedade que lhes foi imposta e que quando se viu notificada pela ACT para regularizar estas situações, insistiu na irregularidade recusando reconhecer os direitos de todos e todas estas profissionais. Lembremo-nos que quando estas pessoas decidiram manifestar-se para denunciar todos os atropelos e exigir os seus direitos, tiveram como resposta, desta administração, o despedimento, a redução de horários ou alterações ao plano de trabalho.
Mas lembremo-nos também, que a Casa da Música é uma instituição de utilidade pública, com financiamento público, em que o Estado e a Câmara Municipal do Porto têm responsabilidades directas, pois embora se sentem à mesa e tenham voz em todas estas decisões, nunca se conheceu qualquer posição contrária à imposição da precariedade como lei.
Toda a nossa solidariedade com o Hugo Veludo, que em todos os momentos sempre esteve do lado de quem luta pelos seus direitos.

Leia mais clicando em:

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(20+) Hugo Fabião Veludo | Facebook

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Casa da Música afasta um dos rostos da luta contra as práticas laborais da instituição | Política Cultural | PÚBLICO (publico.pt)

 

Obrigado à Maria José Vitorino. E ao José Soeiro, à Amarílis Felizes e ao Miguel Januário.
Um abraço ao Hugo Fabião Veludo

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