EXCLUSIVE IMF, 10 countries simulate cyberattack on global financial system, por Steven Scheer
Reuters, 9 de Dezembro de 2021
Selecção e tradução de Júlio Marques Mota

JERUSALEM, 9 de Dezembro (Reuters) – Israel liderou na quinta-feira uma simulação de um grande ataque cibernético ao sistema financeiro global feita por 10 países , numa tentativa de aumentar a cooperação que poderia ajudar a minimizar quaisquer danos potenciais aos mercados financeiros e aos bancos.
O “jogo de guerra” simulado, como o Ministério das Finanças de Israel lhe chamou e planeou ao longo do ano passado, evoluiu ao longo de 10 dias, com o surgimento de dados sensíveis na Dark Web. A simulação também utilizou notícias falsas que no cenário causaram o caos nos mercados globais e uma corrida aos bancos.
A simulação – provavelmente causada pelo que os funcionários chamaram de “sofisticados” intervenientes – apresentou vários tipos de ataques que tiveram impacto nos mercados globais de divisas e obrigações, liquidez, integridade dos dados e transações entre importadores e exportadores.
“Estes eventos estão a criar caos nos mercados financeiros”, disse um narrador de um filme exibido aos participantes como parte da simulação e visionado pela Reuters.
Altos quadros do governo israelita disseram que tais ameaças são possíveis na sequência dos muitos ciberataques de grande visibilidade a grandes empresas, e que a única forma de conter quaisquer danos é através da cooperação global, uma vez que a atual segurança cibernética nem sempre é suficientemente forte.
“Os atacantes estão 10 passos à frente da entidade atacada”, disse Micha Weis, director financeiro cibernético do Ministério das Finanças de Israel, à Reuters.
Os participantes na iniciativa, denominada “Força Coletiva”, incluíam funcionários do Tesouro de Israel, Estados Unidos, Reino Unido, Emiratos Árabes Unidos, Áustria, Suíça, Alemanha, Itália, Holanda e Tailândia, bem como representantes do Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e Banco de Compensações Internacionais.
O narrador do filme na simulação disse que os governos estavam sob pressão para esclarecer o impacto do ataque, que estava a paralisar o sistema financeiro global.
“Os bancos estão a apelar à assistência de liquidez de emergência numa multidão de moedas para pôr fim ao caos, uma vez que as contrapartes retiram os seus fundos e limitam o acesso à liquidez, deixando os bancos em desordem e numa situação de ruína”, disse o narrador.
Os participantes discutiram políticas multilaterais para responder à crise, incluindo um encerramento bancário pontual coordenado, períodos de carência de pagamento da dívida, acordos SWAP/REPO e uma dessolidarização coordenada das principais moedas entre si .
Rahav Shalom-Revivo, principal responsável pelos ciber-compromissos financeiros de Israel, disse que a colaboração internacional entre ministérios das finanças e organizações internacionais “é fundamental para a resiliência do eco-sistema financeiro”.
A simulação estava inicialmente prevista para ter lugar na Exposição Mundial do Dubai, mas foi transferida para Jerusalém devido à variante Omicron da COVID-19, com a participação de autoridades em videoconferência.
Relatório elaborado por Steven Scheer; Editado por Jane Merriman e Lisa Shumaker
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