
Embora conheça a Luciana Souza, não faço ideia de quem é o pianista que dela faz parte.
Mas nestas coisas da Música, muitas vezes (a maior parte delas) não é o cantor ou a cantora o que mais entusiasma ou chama a atenção de qualquer melómano que se preze. Tudo depende dos discretos e escondidos músicos que ali estão por perto.
É mais um caso. Depois da habitual introdução do reconhecido e nunca desgastado tema, o piano que acompanha a cantora, revela-se num genial contraponto de modo “bachiano”, a demonstrar assim que tem conhecimento e mãos para o barroco, para além de uma batida bem puxada e de uma evidente e indubitável jazzisprudência.
Um em três, nem mais nem menos.
O que não deixa de nos fazer reflectir na data de heróis anónimos existentes na música, independentemente dos nomes mais ou menos sonantes, badalados e guardados na nossa memória e que delas fazem parte. Da música e da memória.
Carlos
Obrigado a Luciana Souza – Tópico e ao youtube
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