Há personagens assim. Que conseguiram fazer parte de duas gerações.
Refiro-me aqui ao meu pai. Ambos curtíamos à brava o Harry Belafonte – e já não sei dizer se fui eu quem lho comuniquei, se ele a mim…
Mas isso não interessa. Devo afinal ter sido eu a chamar-lhe a atenção – tal como possivelmente aconteceu com o Nat King Cole, nosso ídolo também comum.
O Harry Belafonte foi cantor, actor e activista e embora conhecido dos meus amigos de então, nunca foi propriamente um ícon em Portugal, como muitos outros da mesma época, talvez mais comerciais.
Antes do Bob Marley e do seu discutível Raggae, (uma “invenção” que nunca traguei, confesso) ele quem deu a conhecer a verdadeira música da Jamaica com o Calypso, naqueles típicos temas de ritmo embalador da América Central…
Viva Harry Belafonte, mais um pedaço da cultura de alguns de nós, que se desprende no tempo.