https://www.youtube.com/watch?v=pxW4IcOy1gc
Não é a primeira vez, nem será a última, em que “me apodero” do Nat King Cole para tentar fazer chegar às pessoas a ideia de que ele era muito mais do que a sua singular, aveludada (ou por vezes forte) voz, que nos habituámos a ouvir.
Mais, muito mais ainda do que aquela fase espanholada que o fez vender discos a esmo, mesmo neste país pobre – interior musical profundo da Europa de então.
É que ele teve anteriormente um “Nat King Cole Trio” em que cantava standards populares, acompanhado de uma guitarra e de um baixo, ambos bons músicos de Jazz.
Bastaria (ou bastará?) prestar atenção à sua entrada (1:09 minuto) no pequeno solo de piano acelerado do primeiro tema aqui tratado, logo seguido de uns rápidos pirolitos da guitarra ou, quase imediatamente a seguir, no início de um outro rápido tema (2:22 minuto) em que ele troca as mãos e em que nenhum dos dois parece ficar a dever muito – seja ao Oscar Peterson, fosse ao Barney Kessel…
Tive sorte. Adquiri, em tempos passados, uma pequena batelada de CDs deste Nat King Cole Trio, por entre lojas e bas-fonds de música esconsas onde circulava, incógnito, às tardes calmas de Lisboa. Por meia dúzia de tostões (quem se interessaria por antiguidades destas?) e sem nunca pagar imposto por tais sinais exteriores (interiores) de riqueza…
Carlos


