Teoria e Política Económica: os grandes confrontos de ontem, hoje e amanhã, também – uma homenagem ao Joaquim Feio — Capítulo 1 — Parte C: Texto 5 – A Teoria Marxiana do Neo-Valor e do Sobretrabalho. Uma Integração das Equações de Preço de Sraffa na Circulação Monetária Capitalista (3/3) , por Stefano Perri e Gianmarco Oro

Reflexos de uma trajetória intelectual conjunta ao longo de décadas – uma homenagem ao Joaquim Feio

 

Capítulo 1 – Dos Clássicos a Sraffa, de Sraffa aos neo-ricardianos

 

Nota de editor: devido à extensão e nível de abstração deste texto, o mesmo será publicado em três partes. Hoje a terceira.

Seleção e tradução de Júlio Marques Mota

12 min de leitura

Parte C: Texto 5 – A Teoria Marxiana do Neo-Valor e do Sobretrabalho. Uma Integração das Equações de Preço de Sraffa na Circulação Monetária Capitalista (3/3)

Por Stefano Perri e  Gianmarco Oro

Publicado por Social Science Research Net em 11 de Dezembro de 2022 (original aqui)

 

(conclusão)

 

4. Um modelo da circulação monetária capitalista de Marx com os preços de Sraffa

Embora seguindo caminhos diferentes, Marx e Sraffa chegam a conclusões semelhantes sobre o valor do produto líquido, ou, pelo menos, sobre a sua unidade de medida. Neste quadro, a teoria dos preços de Sraffa permite desenvolver a análise da parte do circuito marxiano representada por

Como vimos, Marx considera os valores de uso, ou seja, as quantidades físicas das mercadorias na circulação monetária capitalista. No que se segue, usamos símbolos matriciais para formalizar esta circulação como uma forma conveniente e concisa de considerar quantidades físicas e preços. Seja A a matriz dos coeficientes técnicos de produção, em que aij é a quantidade do bem j necessária para produzir uma unidade da mercadoria i como meio de produção, x é o vetor linha das quantidades de mercadorias produzidas no sistema económico, p o vetor coluna dos preços monetários de produção e s o vetor das mercadorias que compõem o excedente e I a matriz identidade. Temos:

e

é o agregado monetário do novo valor acrescentado no processo produtivo.

 

O valor monetário dos meios de produção agregados (MP) deve ser igual à soma das quantidades dos vários meios de produção multiplicadas pelos seus preços:

Seja L o vetor linha que representa as quantidades de trabalho vivo utilizadas na produção de uma unidade das várias mercadorias. Considerando  a parte dos salários no produto líquido  define os salários monetários agregados. Os lucros agregados são (1 – ω) sp). Segundo Marx, LP é o valor da força de trabalho, w é a taxa de salário.

O resultado do capital produtivo em ação é:

Assim, o circuito de Marx expandido torna-se:

Multiplicando todas as quantidades o circuito expandido de Marx pelo valor da moeda, que é , obtemos

Agora, todas as quantidades (dinheiro e mercadorias) são avaliadas em termos de trabalho abstrato [39]. O resultado mais importante a que chegámos é que o novo valor acrescentado é, de facto, igual ao trabalho vivo agregado empregue no processo produtivo. De facto:

O novo valor acrescentado no processo deve corresponder ao fator que não é em si mesmo um valor preexistente, porque “o que Lucrécio diz é evidente: nil posse creari de nihilo, do nada, nada pode ser criado” (Marx 1996, p. 225). A mais-valia ou os lucros são apenas uma parte deste novo valor, porque o valor da força de trabalho é um custo necessário para iniciar o processo de produção. No entanto, não é um fator que entra no processo de valorização.

Outro resultado significativo é o facto de a taxa de salários ser aqui igual à parte salarial do novo produto acrescentado ou à quantidade de trabalho vivo que deve ser empregue para produzir a parte do produto líquido que constitui a remuneração dos trabalhadores:

Por outro lado, os lucros agregados são expressos em termos de mais-valia produzida pelo sobre-trabalho excedentário:

Como vimos, de acordo com Marx, os trabalhadores gastam o seu dinheiro e compram as mercadorias assalariadas no circuito das mercadorias. Este circuito não afeta o que acontece no processo produtivo, embora a reprodução da força de trabalho seja necessária para o processo de produção. O processo que acabámos de descrever pode ser representado pelo esquema da Figura 1:

Figura 1. Circuito monetário marxista expandido

Na figura 1, utilizamos os símbolos já presentes nas equações. O lado dos capitalistas da figura (o circuito D- M -D) mostra que os salários são antecipados como uma parte do novo valor esperado. Em contrapartida, o mesmo valor representa o salário dos trabalhadores na parte M – D -M da figura. No processo produtivo, a força de trabalho torna-se a atividade laboral dos trabalhadores.

Os meios de produção entram no processo produtivo em quantidades (valores de uso) determinadas pelas técnicas adotadas e são comprados pelos capitalistas aos seus preços. A mercadoria salarial não entra no processo produtivo. Mesmo que se aceite a teoria da subsistência dos salários, isso não implica necessariamente que o salário diário deve ser um determinado cabaz de bens de subsistência. É razoável assumir que o nível de subsistência socialmente determinado permite aos trabalhadores escolherem entre diferentes cabazes de bens. Assim, não é necessário considerar um determinado vetor de bens salariais.

Os salários agregados têm assim uma dupla natureza. Por um lado, o seu valor é uma condição prévia da valorização do capital, pelo que o seu valor monetário deve ser considerado no primeiro D do processo de circulação. Por outro lado, o salário é o rendimento dos trabalhadores, parte do valor novo ou do rendimento agregado produzido. Esta dupla natureza exprime-se igualando a taxa salarial à parte dos salários no rendimento agregado. No entanto, isto só é possível se o valor do rendimento líquido for igualado ao trabalho vivo empregue no processo de produção. Obtém-se então como explicado anteriormente.

As mercadorias salariais só aparecem na forma simples de circulação de mercadorias, não na forma capitalista de circulação. Por outro lado, numa economia de auto-reprodução, o valor dos meios de produção é expresso em termos de trabalho vivo multiplicado pelo rácio do seu preço agregado sobre o preço agregado do produto líquido

No entanto, no sistema real, os meios de produção calculados em termos de trabalho continuam a depender das relações de troca definidas pelos preços de produção. Assim, eles mudam quando a distribuição do rendimento nacional muda, mantendo-se tudo o resto constante.

No circuito monetário marxiano, o que se pode tomar como dado a nível macro é o valor do produto líquido e, dada a parte dos salários e dos lucros no rendimento líquido, o valor dos lucros agregados [40]. No entanto, é preciso considerar também as quantidades físicas das mercadorias.  Por conseguinte, do ponto de vista lógico, para além do Sistema Padrão de Sraffa, a taxa de lucro deve ser determinada simultaneamente com os preços de produção. Não podemos evitar as equações de preços de Sraffa numa forma marxiana:

A equação (26) exprime a macro-condição marxiana sobre a micro-determinação dos preços. Neste sentido, não se trata de uma escolha simplesmente arbitrária da unidade de medida.

Por conseguinte, é possível afirmar que, num quadro marxiano, a “teoria do trabalho da criação de novo valor ” é composta por um nível macro e um nível micro. No nível macro, é possível determinar o novo valor e o valor do capital variável e, consequentemente, os lucros. Depois, é preciso descer ao nível micro para determinar simultaneamente os preços, a taxa geral de lucro e o valor do capital constante simultaneamente. Nesta altura, podemos voltar ao nível macro para obter uma visão completa do circuito monetário em acção.

 

5. Notas de conclusão

Neste trabalho, apresentámos uma interpretação macromonetária da teoria do valor trabalho de Marx, seguindo a linha de investigação inaugurada Nova Interpretação ou Teoria do Valor do Preço do Produto Líquido-Poder de Compra Não Atribuído do Trabalho (PPL-PCNAT). Embora a Nova Interpretação seja mais uma reformulação do que uma interpretação direta da teoria marxiana, é possível sublinhar alguns aspetos fundamentais da análise de Marx que a sustentam. Marx insiste nas diferentes funções do capital constante e do capital variável. O primeiro entra no processo de produção como valor de uso com um valor de troca já pressuposto. Ao mesmo tempo, o segundo adquire força de trabalho, mas o valor de uso das mercadorias assalariadas é consumido fora do processo de produção. No interior do processo, a atividade laboral substitui a força de trabalho. O trabalho cria novo valor, enquanto os meios de produção transferem o seu valor de troca pressuposto, tal como realizado no mercado, para o processo de produção. Na criação de valor, a tónica é colocada no trabalho vivo e não no trabalho morto.

De acordo com esta formalização, o tratamento da teoria de Marx deve ser colocado a um nível macrossocial da análise, no qual se determina o agregado do  novo valor produzido pelo trabalho social efetuado na produção. Consequentemente, a mais-valia total extorquida à classe trabalhadora é determinada como uma extensão do tempo de trabalho vivo empregue para além do valor da força de trabalho. Na transição da produção para a circulação do excedente, os preços de produção e a taxa de lucro são determinados simultaneamente ao nível microscópico de análise, o da concorrência capitalista. Neste ponto, poderíamos traçar o sistema de preços de Sraffa em coerência com a unidade de medida dos preços escolhida (o trabalho empregue na produção do produto líquido).

Posteriormente, utilizámos as equações simultâneas de Sraffa para reformular todas as fases da circulação monetária do capital segundo Marx numa forma sequencial. Neste quadro, a coerência lógica entre o nível macro-social e o nível micro-individual da análise é mantida graças à normalização do produto líquido com o emprego total. A escolha da unidade de medida parece não ser arbitrária, mas, segundo Sraffa, é a unidade de medida verdadeiramente natural, como pudemos reconstituir nos trabalhos não publicados.

É por esta razão que, na sua crítica a Bortkiewicz, Sraffa pergunta: “M.[arx] não diz que o produto social é tomado como padrão?” (D1/91: f.14r) e, consequentemente, critica Bortkiewicz pela sua abordagem à determinação dos preços e da taxa de lucro. Com efeito, afirma que

a verdadeira objeção (embora um pouco mais vaga) é a seguinte: que o ponto de vista de Bortkiewicz para obter uma exatidão absoluta numa questão relativamente insignificante, sacrifica (ocultando-a) a natureza essencial da questão – isto é, que as mercadorias são produzidas pelo trabalho a partir de mercadorias (D1/91/f.16r).

Na nossa opinião, o objetivo da sua longa investigação sobre a unidade de medida é tornar a natureza essencial da questão transparente, logicamente rigorosa e menos vaga. Este objetivo é alcançado fixando o intervalo possível de variação da taxa de salário de zero a um.

__________

Notas

[39] Como é sabido, o trabalho direto agregado empregado no sistema económico é igual ao trabalho incorporado na produção das quantidades de mercadorias que constituem o produto líquido. e assim , e então

[40] De acordo com Marx, “cada capitalista é, de facto, [considerado] como um acionista na empresa total, cada um partilhando o lucro total proporcionalmente à magnitude da sua quota de capital” (Marx 1998, p. 207). Sraffa desenvolveu uma conceção semelhante nas suas notas com o conceito de “pool of profits” (D3/12/17: 11). Cf. Carter (2014)

 


Referências

Bellino E. 2004. ‘On Sraffa’s Standard Commodity.’ Cambridge Journal of Economics 28 (1); 121-132.

Bellino E. 2006. ‘Banfi, Eaton, Dobb and Johnson Review Sraffa’s Production of Commodities.’ Storia del Pensiero Economico 2 (1): 165-201.

Bellofiore R. 1996, ‘Marx after Marx or: Do We Need a Credit Theory of Exploitation?’ International Symposium on Marxian Theory. Amsterdam, 2–7 July.

Bellofiore, R. 2008. ‘Sraffa after Marx: An Open Issue.’ In Sraffa or an Alternative Economy, edited by G. Chiodi and L. Ditta. Basingstoke: Palgrave Macmillan.

Bellofiore R. 2012, ‘The “Tiresome Objector and Old Moore”: A Renewal of the Debate on Marx after Sraffa Based on the Unpublished Material at the Wren Library.’ Cambridge Journal of Economics 36 (6): 1385–1399.

Bellofiore, R. 2014. ‘The loneliness of the long-distance thinker: Sraffa, Marx and the critique of economic theory.’ In Towards a New Understanding of Sraffa. Insights from Archival Research, edited by S. Carter and R. Bellofiore (eds.),. New York: Palgrave Macmillan.

Carter, S. 2011. ‘A Simple Model of the Surplus Approach to Value, Distribution and Growth.’ American Journal of Economics and Sociology 70 (5): 1117-1146.

Carter S. 2014. ‘From ‘Pool of Profits’ to Surplus and Deficit Industries: Archival Evidence on the Evolution of Piero Sraffa’s Thought’. In Sraffa and Althusser Reconsidered; Neoliberalism Advancing in South Africa, England, and Greece, edited by P. Zarembka. Research in Political Economy.

De Vivo, G. 2003. ‘Sraffa’s Path to ‘Production of Commodities by Means of Commodities’: An Intellectual Interpretation’ Contributions to Political Economy 22 (1): 1-25.

Duménil, G. 1983. ‘Beyond the Transformation Riddle: A Labour Theory of Value.’ Science and Society 47 (4): 427-450.

Foley, D. K. and Duménil, G. 2008. ‘Marxian Transformation Problem’ in The New Palgrave Dictionary of Economics. Second Edition, Edited by Steven N. Durlauf and Lawrence E. Blume. Palgrave Macmillan, 2008.

Foley, D. K. 1982. ‘The Value of Money, the Value of Labour Power and the Marxian Transformation Problem.’ Review of Radical Political Economics 14 (2): 37-47.

Garegnani, P. (1984), ‘Value and Distribution in the Classical Economists and Marx’, Oxford Economic Paper, New series, 36 (2): 291-325.

Garegani P. (2018), ‘On the Labour Theory of Value in Marx and in the Marxist Tradition’, Review of Political Economy, 30 (4): 618-642.

Gehrke, C. and Kurz, H. D. 2006. ‘Sraffa on von Bortkiewicz: Reconstructing the Classical Theory of Value and Distribution.’ History of Political Economy 38 (1): 91-149.

Gilibert, G. 2003. ‘The Equations Unveiled: Sraffa’s Price Equations in the Making.’ Contribution to Political Economy 22 (1): 27-40.

Kurz, H. D. and Salvadori, N. 2010, ‘Sraffa and the Labour Theory of Value. A Few Observations.’ In Economic Theory and Economic Thought. Essays in Honour of Ian Steedman, edited by J. Vint, J. S. Metcalfe, H. D. Kurz, N. Salvadori and P. Samuelson. London and New York: Routledge.

Lipietz, A. 1982. ‘The So-Called ‘Transformation Problem’ Revisited.’ Journal of Economic Theory 26 (1): 59-88.

Marx, K. 1987, Grundrisse, II, in Karl Marx, Frederik Engels Collected Works, vol. 29. London. Lawrence & Wishart

Marx, K. 1988. A Contribution to the Critique of Political Economy in Karl Marx, Frederik Engels Collected Works, vol. 30. London: Lawrence & Wishart.

Marx, K, 1991. Theories of Surplus Value, in Karl Marx, Frederik Engels Collected Works, vol. 33. London: Lawrence & Wishart.

Marx, K. 1994. Capital, Chapter VI, Book I, Results of the Direct Production Process. In Karl Marx, Frederik Engels Collected Works, vol. 34. London: Lawrence & Wishart.

Marx, K. 1996. Capital: A Critique of Political Economy, Volume I, in Karl Marx, Frederik Engels Collected Works, vol. 35. London: Lawrence & Wishart.

Marx, K. 1997. Capital: A Critique of Political Economy, Volume II, in Karl Marx, Frederik Engels Collected Works, vol. 36. London, Lawrence & Wishart.

Marx, K. 1998. Capital: A Critique of Political Economy, Volume III, in Karl Marx, Frederik Engels Collected Works, vol. 37. London, Lawrence & Wishart.

Moseley, F. 2000. ‘The ‘New Solution’ to the Transformation Problem: A Sympathetic Critique.’ Review of Radical Political Economics 32 (2): 282-316.

Moseley, F. 2015. Money and Totality: A Macro-Monetary Interpretation of Marx’s Logic in Capital and the End of the ‘Transformation Problem. Leiden: Brill.

Perri, S. 1998. Prodotto netto e sovrappiù: Turin: Utet.

Perri, S. 2003. ‘The Counterfactual Method of Marx’s Theory of Surplus Value.’ Review of Political Economy 15 (1): 107-124.

Perri, S. 2010. ‘From the «Loaf of Bread» to «Commodity-Fetishism»: a ‘New Interpretation’ of the Marx-Sraffa Connection.’ History of Economic Ideas 18 (1): 33-59.

Petri, F, 2015, ‘On Some Modern Reformulation of the Labour Theory of Value’, Contribution to Political Economy 34 (1): 77–104

Prybyla, J. S. 1963. ‘The Economic Writings of George Ramsay, 1800-1871.’ Scottish Journal of Political Economy 10 (3): 305-321.

Ramirez, M. D. 2021. ‘The Organic Composition of Capital and Technological Unemployment: Marx’s and Ricardo’s Intellectual Debt to John Barton and George Ramsay.’ History of Economic Ideas 29 (3): 11-28.

Ramsay, G. 1836. Essay on the Distribution of Wealth. Edinburgh: A. and C. Black.

Ricardo, D. 2001. On the Principles of Political Economy and Taxation. Kitchener: Batoche Books.

Samuelson, P. A. 1971. ‘Understanding the Marxian Notion of Exploitation: a Summary of the So-called Transformation Problem between Marxian Values and Competitive Prices.’ Journal of Economic Literature 9 (2), June: 399-431.

Samuelson, P. A. 1974. ‘Insight and Detour in the Theory of Exploitation: A Reply to Baumol.’ Journal of Economic Literature 12 (1), March: 62-70.

Shaikh, A. M. 1977. ‘Marx’s Theory of Value and the Transformation Problem.’ In The Subtle Anatomy of Capitalism, edited by J. Schwartz. Santa Monica: Goodyear Publishing Company.

Shaikh, A. M. 1998. ‘The Empirical Strength of the Labour Theory of Value.’ In R. Bellofiore (ed.) Marxian Economics: A Centenary Appraisal. London: MacMillan.

Shaikh, A. M. 2012. ‘The Empirical Linearity of Sraffa’s Critical Output-Capital Ratios.’ In Classical Political Economy and Modern Theory: Essays in Honour of Heinz Kurz, edited by C. Gehrke, N. Salvadori, I. Steedman and R. Sturn. Abingdon: Routledge.

Shaikh, A. M. 2016. Capitalism: Competition, Conflict, Crises. New York: Oxford University Press.

Shaikh A. M., and Tonak, E. A. 1994. Measuring the Wealth of Nations. The Political Economy of National Accounts. Cambridge, Cambridge University Press.

Sraffa, P. 1960. Production of Commodities by Means of Commodities: Prelude to a Critique of Economic Theory, Cambridge: Cambridge University Press.

Sinha A. 2016, A Revolution in Economic Theory. The Economics of Piero Sraffa. London, New York; Palgrave.


Os autores

Stefano Perri é professor ordinario de história do pensamento económico desde 2000 e de economia política desde 2004 na universidade de Macerata (Itália). É professor de microeconomia e desenvolvimento económico e distribuição do rendimento. Ensinou na universidade de Teramo e realizou atividades de investigação na universidade de Glasgow. Principais campos de investigação: história do pensamento económico italiano entre 800 e 900, os economistas clássicos e Marx. Sobre as suas publicações ver aqui.

Gianmarco Oro é professor contratado na universidade de Macerata (Itália). É licenciado em Economia pela universodade de Macerata e doutorado em Métodos Quantitativos para Avaliação de Políticas pela mesma universidade. Sobre as suas publicações ver aqui.

Leave a Reply