Espuma dos dias — A obsessão de Jamenei: porque razão o Irão procurava atacar os caças F-35 israelitas ? Por Antonio Fernández

Seleção e tradução de Francisco Tavares

3 min de leitura

A obsessão de Jamenei: porque razão o Irão procurava atacar os caças F-35 israelitas ?

Por Antonio Fernández

Publicado por  em 21 de Abril de 2024 (original aqui)

 

                     Um caça F-35 israelita. (Allie Murray)

 

Teerão tentou destruir este modelo de avião de combate israelita durante o seu ataque no fim de semana passado, mas falhou.

A Guarda Revolucionária Islâmica iraniana, responsável pelo lançamento dos mais de 300 drones e mísseis no passado fim de semana contra Israel, procurar danificar ou destruir o aeródromo militarde Nevatim durante o seu ataque.

Trata-se de uma base aérea localizada no sul de Israel que alberga esquadrões de aviões de combate F-35, o caça mais sofisticado do arsenal israelita fabricado pela empresa estado-unidense Lockheed Martin ao qual Israel teve acesso prioritário dada a importante aliança bilateral com os EUA.

“A operação militar iraniana contra Israel foi limitada e dirigida a esquadrões de aviões F-35”, segundo declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros Hossein Amir-Abdollahian.

Em particular, e segundo o Times de Israel, “o objetivo principal dos drones e mísseis iranianos […] parecia ser uma base aérea sensível no sul de Israel, local do avião de combate furtivo F-35”, o mais avançado dos que constituem a frota do exército.

No entanto, a execução do plano não parece ter chegado a bom porto. Os danos em Nevatim foram mínimos, muito limitados. Parece que somente a pista, algumas instalações de menor importância e um avião de transporte Hércules sofreram danos de diverso impacto.

Video aqui

 

Horas depois, o próprio exército de Netanyahu publicou um vídeo onde se pode ver um caça F-35 a realizar uma manobra de descolagem da base aérea de Nevantim.

Caso a pista tivesse sido danificada de forma importante e por motivos de segurança, o aeródromo não poderia acolher operações como a que o vídeo mostra.

“Como se pode ver agora, a base está a funcionar e continua a desempenhar as suas funções”, assinalou o contralmirante Daniel Hagari, principal porta-voz das Forças Armadas israelitas. “O Irão pensou que poderia paralisar a base e danificar as nossas capacidades aéreas, mas fracassou”, disse.

Este facto destaca a resiliência e resposta rápida das instalações militares israelitas a agressões externas.

Após o ataque do Irão, numa clara demonstração de precaução, o avião oficial do Estado de Israel, conhecido como “Asa de Sião”, foi evacuado da vase aérea de Nevantim, indicativo de que as autoridades israelitas antecipavam que essa instalação seria um objetivo prioritário do Irão. Esta ação preventiva procurava salvaguardar um dos ativos aéreos mais valiosos do país.

 

Porquê esta obsessão de Teerão com os F-35?

A fixação do exército do Irão por tentar danificar os F-35 responde à sua elevada projeção internacional e à capacidade de lançar munições sobre o seu país. Trata-se de uma aeronave de quinta geração com propriedades stealth (sigilo) que pode passar despercebida nos radares e executar missões sem ser detectada.

Precisamente, no ataque ao consulado do Irão em Damasco (Síria) que desencadeou todos os acontecimentos dos últimos dias, Israel teria empregado este modelo de caça. O embaixador iraniano que sobreviveu ao bombardeamento comentou que os caças F-35 “atacaram brutalmente o meu local de residência e a secção consular da Embaixada, assim como os adidos militares do Irão”.

Este tipo de missões que consistem em atravessar o espaço aéreo inimigo, executar a missão e regressar rapidamente à base de operações são a especialidade da aeronave. Segundo alguns relatos, os F-35 israelitas já sobrevoaram com sucesso o território iraniano em algumas ocasiões, a fim de testar os seus sistemas e o nível de detecção.

 

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