Nos 50 anos do CITEC –
Centro de Iniciação Teatral Esther de Carvalho
por António Gomes Marques
Em 2020, o CITEC – Centro de Iniciação Teatral Esther de Carvalho, de Montemor-o-Velho completou 50 anos.
Foi planeada uma comemoração condigna, onde eu também teria participação com outros companheiros num debate sobre o Teatro de Amadores, mas a epidemia Covid-19 não permitiu que o programa fosse cumprido.
Para essas comemorações foi planeado e realizado um livro que inclui um texto meu, texto esse que agora reproduzo para os leitores de «aviagemdosargonautas.net», leitores esses que poderão perguntar o porquê de só agora acontecer, o que tem uma explicação simples.
Deolindo Pessoa, um dos responsáveis do CITEC tinha guardado um exemplar para mim, mas queria entregar-mo pessoalmente; eu queria publicar o meu texto no blogue, mas apenas após receber o exemplar do livro. O Deolindo tinha pensado entregar-me o livro em Lisboa, mas não houve oportunidade para na capital nos encontrarmos, oportunidade essa que surgiu ontem, mas em Coimbra.
Há anos que a companhia de teatro ESCOLA DA NOITE – Teatro da Cerca de São Bernardo, de Coimbra, me vinha convidando para as suas estreias, o que voltou a acontecer para a estreia de CASA TOMADA a partir do Conto homónimo de Júlio Cortázar, com concepção, coordenação de dramaturgia e encenação de Silvana Garcia, da Universidade de S. Paulo, uma criação colectiva com os membros da Escola da Noite, a que se juntaram a cenógrafa e figurinista Rachel Caiano, o compositor Luís Pedro Madeira e a actriz Paula Garcia como assistente de encenação. Não pude ir à estreia, mas fui ontem assistir ao espectáculo.
Capa do programa
A peça trata dos dramas das pessoas que se vêem obrigadas a abandonar a sua terra, um tema, infelizmente, muito actual. Um espectáculo com um final muito duro, mas que não deixa de ser uma demonstração do que está a acontecer neste nosso mundo dito civilizado. Parabéns à Escola da Noite e ao seu Director António Augusto Barros, velho companheiro do teatro de amadores; a minha ida a Coimbra foi inteiramente justificada pelo maravilhoso e duro espectáculo a que tive a oportunidade de assistir.
Ir a Coimbra foi também a oportunidade para almoçar com o Júlio Marques Mota e para um encontro com o Deolindo Pessoa, que me deu o exemplar que me foi destinado do livro comemorativo dos 50 anos do CITEC.
O texto que para este livro escrevi, é o que de seguida se transcreve para os leitores do blogue:
“Nos 50 anos do CITEC
por António Gomes Marques
Um grupo de teatro de amadores que completou 50 anos de actividade, em 2020, é memorável e não deixa de ser motivo de orgulho para todos, e não só!, os que por amor fazem teatro. Estou a falar do CITEC – Centro de Iniciação Teatral Esther de Carvalho, de Montemor-o-Velho.
Mas a história tem outros pormenores que não podemos ignorar, particularmente quando este grupo nasce numa zona —o Baixo Mondego— repleta de referências teatrais, em que avulta a figura do Mestre José Ribeiro e o seu grupo de teatro de amadores em Tavarede, fiel a uma concepção de teatro que a geração a que pertencem os fundadores do CITEC rejeita.
José Ribeiro defendia a tradição que vinha do século XIX, a do realismo naturalista, e longe de mim querer minimizar a importância do seu trabalho, bem pelo contrário, mas as novas gerações, que por amor queriam fazer teatro, tinham outro tipo de preocupações, pretendiam «mostrar uma realidade política em movimento», na expressão feliz do Deolindo Pessoa, no livro que dedicou aos 40 anos do CITEC (1). A Meca do teatro na região do Baixo Mondego iria passar de Tavarede para Montemor-o-Velho.
Numa referência a um precursor, escreve Luís Francisco Rebello: “A Eduardo Scarlatti deve-se ainda (e não será esse o mérito menor da sua obra e do seu exemplo) a emancipação do nosso teatro do preconceito naturalista, que desde os princípios do século lhe tolhia a livre respiração, e que só a partir do movimento experimental, iniciado em 1946 com o «Estúdio do Salitre», praticamente começou a perder terreno nos palcos portugueses.” (2)
Evidentemente, há aqui um problema político que já vem de longe, pelo menos desde a primeira Geração do Movimento Neo-Realista, que demonstrou que o naturalismo procurava copiar a natureza, com a melhor das intenções, reconheça-se, optando pela parte em vez do todo, enquanto aquela Nova Geração se preocupava com o homem (homo) no seu todo social. Aquela cópia da natureza não levava ao que mais interessava, ou seja, havia que demonstrar que o homem é um produto do meio, mas esse meio é, fundamentalmente, um produto da sua acção. Esta Nova Geração que levou à criação do CITEC também, como os criadores do Neo-Realismo, lembra Mário Dionísio, não queria debruçar-se sobre o povo, mas misturar-se com o povo, tornar-se numa das suas vozes (falo do Movimento Neo-Realista que teve em Mário Dionísio o seu fundamental teórico, não falo daquele outro neo-realismo que procurava seguir as teorias jdanovistas/estalinistas, mas isso é uma outra «guerra» que não cabe neste texto). Ora, esta Nova Geração, a que pertenço, assim como os fundadores do CITEC, via no teatro, como escrevi num outro texto, «…uma arte que dialoga com todas as outras, a que me mostra que a verdade é uma busca constante, de verdade em verdade, sem me impor uma; que me mostrou, e mostra, que a vida se constrói no respeito por valores e pela diferença; que me ajudou a compreender que a actividade humana tem de ser tomada como actividade objectiva, no sentido em que não é apenas capaz de intervir no real, como também de transformá-lo.» (3)
Ao que acabo de escrever há que acrescentar que não é o teatro que transforma o real, mas apenas poderá levar a que os homens e mulheres tomem consciência de que essa transformação é possível e que será uma resultante da sua actividade sobre esse real.
Num recente texto sobre poesia, o meu amigo Adão Cruz escreveu: «Mesmo que este dito seja um velho lugar-comum, só criando na sociedade, através de políticas culturais autênticas, todas as condições que permitam ao povo reconhecer a necessidade da poesia e da arte, ele poderá sentir a sua procura como um elemento essencial da vida.» Ora, o teatro tem como um dos seus principais objectivos criar no ser humano essa «necessidade da poesia e da arte», «como um elemento essencial da vida.»
Como com os criadores do Movimento Neo-Realista, também esta geração, a que com orgulho pertenço, sofreu influências do marxismo, o que não significa que todos que a ela pertencem se tenham tornado militantes da então única força de oposição organizada, o Partido Comunista Português. Alguns tornaram-se militantes, muitos ficaram-se por ser «companheiros de estrada», a maioria dos que se juntavam na criação de grupos de teatro de amadores queria fazer teatro.
Marx talvez já fosse mais lido do que o foi nos anos 30/40 pelos neo-realistas. Na Universidade, os alunos tinham de se socorrer de manuais em francês, sobretudo, e também alguns em inglês; no meio destes manuais, vinham outros livros que iam escapando à censura e que iam consciencializando nos jovens a necessidade de intervir de modo a combater o regime salazarista. Uma das mais importantes leituras, falo por mim, foi um pequeno texto, pequeno em tamanho, mas que, ao longo da vida, a começar na Universidade, foi a obra com mais conteúdo que alguma vez li e que procurei que muitos outros lessem: «Teses acerca de Feuerbach», do velho Marx., onde se coloca claramente o problema da unidade da teoria e da prática. Os utópicos do séc. XVIII e Feuerbach compreenderam a actividade histórica do homem, mas esqueceram o fundamental, que é a «actividade humana sensível, práxis» (Tese 1), pois o homem ao actuar sobre a natureza modificando-a, modifica-se simultaneamente (Tese 3) e é na prática e só na prática que o homem poderá comprovar a verdade (Tese 2).
Dir-me-ão que estou a falar da minoria das minorias que constituía os que queriam empenhar-se no teatro de amadores, mas esta minoria das minorias que tinha também a paixão do teatro acabava por arrastar atrás de si muitos outros, conseguia influenciar a necessidade de um outro reportório e, como as peças de autores portugueses não abundavam, os amadores de teatro tiveram de virar-se para outros autores, alguns dos quais, apesar da censura, iam sendo publicados em Portugal, e atrever-se a construir textos colectivos. As peças em um acto de Anton Tchékhov tiveram um êxito enorme. Outros autores eram mais lidos do que representados, Jean-Paul Sartre, por exemplo, era muito lido porque bastante publicado, mas a sua representação proibida; Albert Camus também teve as suas peças publicadas em Portugal. No entanto, alguns grandes textos iam passando pelo crivo da censura, como, por exemplo, «Os Pequeno-Burgueses» de Máximo Gorki, levado à cena pelo GITT – Grupo de Iniciação Teatral da Trafaria, em Junho de 1973, numa brilhante encenação da minha querida e saudosa amiga Fernanda Lapa, com cenografia do hoje não menos conhecido no teatro profissional José Manuel Castanheira.
Há um outro paralelismo que não posso deixar de referir. Os neo-realistas confrontaram-se com a Guerra Civil de Espanha e, logo de seguida, com a Segunda Guerra Mundial; a geração dos amadores de teatro de que venho falando não só se confrontou com a Guerra Colonial, como nela foi obrigada a participar, o que muito contribuiu para que muitos jovens se interrogassem do porquê de combater povos que lutavam pela sua libertação, o que não deixou de acelerar a tomada de consciência contra a guerra colonial.
Os amadores de teatro mais implicados politicamente, não muitos, liam os neo-realistas: poesia, ficção, ensaios; devoraram o «Pequeno Tratado de Encenação», de António Pedro; procuravam entender as propostas de Gordon Craig, Piscator, Meyerhold, Stanislavski; o teatro e a teoria de Bertolt Brecht até chegarem ao Teatro Popular de Jean Vilar e a Bernard Dort, a Émile Copfermann e, a partir deste, a Anatoli Vassilievitch Lounatcharsky, o ministro da Educação do primeiro governo de Lenine após a Revolução de Outubro de 1917; atentar no trabalho de divulgação empreendido por Redondo Júnior, no trabalho crítico de Denis Jacinto, Urbano Tavares Rodrigues, Carlos Porto e de outros jornalistas —Manuela Azevedo, Fernando Midões, Luiz Humberto Marcos—. O Teatro Universitário de Coimbra (TEUC), de Paulo Quintela, o Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra (CITAC), foram dois dos grupos universitários que mais discípulos criaram e de que o CITEC muito terá beneficiado (4). Mas não posso deixar de destacar o brilhante trabalho ensaístico do também dramaturgo Luiz Francisco Rebello, na sua constante preocupação em nos mostrar que «O teatro é, pois, uma arte activa, de raízes profundamente implantadas na vida. Na vida de todos os homens: pois não será a missão primeira da arte surpreender os laços invisíveis e secretos que obscuramente prendem um homem a todos os demais seres humanos? (…) Sendo como é, uma arte activa, naturalmente o teatro exercerá uma atracção poderosa em todos aqueles para quem a arte é um fenómeno directamente encastoado no tempo e agindo sobre ele. Arte não só activa, pois, mas também actuante. E aí está, porventura, o motivo de, nos nossos dias — caracterizados por uma arte empenhada, de intervenção —, assistirmos a um tão pronunciado reacender de interesse pelas formas dramáticas.» (5)
Esta última citação é de um texto de 1947 — O Teatro de Miguel Torga —, mas são palavras que não ficaram esquecidas e que o movimento do teatro de amadores que marca a viragem, sobretudo a partir de finais da década de 60 do século passado, as assimilou profundamente, daí o ter nascido a associação a que vou referir-me mais à frente.
A vinda para Portugal do argentino Adolfo Gutkin, que trabalhou com estudantes da Faculdade de Direito de Lisboa, logo despertando a atenção da PIDE, e a contratação pelo CITAC de Victor García, também argentino, e, depois deste, de Ricardo Salvat foi importante para o teatro em Portugal. Este professor espanhol, Ricardo Salvat, desenvolve uma actividade pedagógica na formação teatral, acompanhada da História do Teatro, sugere textos até aí (estamos em 1969) não trabalhados pelos amadores de teatro e ousa encenar «A excepção e a regra», de Bertolt Brecht, espectáculo apresentado ilegalmente, sendo Ricardo Salvat preso pela PIDE e de seguida expulso do país. Adolfo Gutkin terá sido o que primeiro desenvolveu com empenho em Portugal as teorias de Jerzy Grotowski, encenador polaco, homem de teatro este que foi central, pode dizer-se, no teatro experimental ou teatro de vanguarda a nível mundial no século passado.
Toda esta actividade deixou marcas profundas. A perseguição do regime salazarista, com a sua polícia política, a PIDE, a tudo que cheirasse a cultura, também contribuiu para que mais jovens se apaixonassem pelo teatro e passassem a querer ter essa actividade nos seus tempos livres. Era uma forma de intervir num mundo em que não lhes agradava viver, embora sem uma consciência política que os levasse a saber o que realmente queriam construir.
Entretanto, os amadores de teatro mais activos politicamente iam-se encontrando, encontros estes que acabaram por levar à organização de um movimento clandestino que viria a dar origem à APTA – Associação Portuguesa do Teatro de Amadores, clandestinamente fundada no dia 21 de Março de 1973, na sede do Atlético Clube de Campolide, que teve de imediato uma adesão significativa de alguns grupos do teatro de amadores. Elaboraram-se Estatutos, submetendo-os às entidades oficiais que, como era esperado, não os aprovaram, mas essa recusa acabou por constituir mais um marco na luta contra o regime salazarista, nesta data já com Marcelo Caetano como primeiro-ministro, que aparentemente era quem mandava, e que muito contribuiu para a união dos grupos de teatro de amadores que rejeitavam o naturalismo, como atrás já referi.
Mas a legalização da APTA não iria demorar muito mais tempo, o 25 de Abril tornou-a possível. O CITEC esteve presente desde o início da Associação.
O dia 21 de Março viria a ser instituído pelo movimento como o «Dia do Teatro de Amadores».
Em 1976, o grupo de que fui um dos fundadores, «Os Hipopótamos – Grupo de Teatro dos Trabalhadores da Caixa Geral de Depósitos», foi eleito para presidir aos destinos da APTA, comigo a representar o grupo na nova Direcção e a ser o seu Presidente, sendo eleito para um dos lugares de Vogal o CITEC – Centro de Iniciação Teatral Esther de Carvalho, representado pelo meu querido e saudoso amigo Henrique Pardal dos Santos. (6)
Nesta Assembleia-Geral da APTA apreciámos o Relatório de Actividades, documento que comprova que os propósitos do movimento e das razões que o levaram a constituir-se estavam a ser integralmente cumpridos. O teatro de amadores desenvolvia a sua actividade em todo o país. 81 Grupos enviaram à APTA os seus Relatórios, tendo realizado 1.035 espectáculos para 323.309 espectadores, em 360 localidades, distribuídas por 16 Distritos, sendo 66 os textos da autoria de autores portugueses, 46 de autores estrangeiros e 23 textos colectivos. De salientar que, dos espectáculos referidos, 175 foram dirigidos a crianças, com 41.263 espectadores. O CITEC contribuiu para este Relatório com 3 produções: «Mel, Pastel e um Boneco de Papel, de Julio Castronuovo; «O Rei Mirlitão», de Pierre Gamarra; «Operação Branca de Neve ou a Direita Não Perdoa», de Alfredo Nery Paiva. Mas o número de espectáculos foi bastante superior ao acima referido, o que não pode ser quantificado por os grupos não terem enviado os relatórios à sua Associação.
O trabalho dos amadores de teatro em Portugal foi reconhecido internacionalmente através da AITA/IATA – Associação Internacional do Teatro de Amadores, a que a APTA se associou, e nacionalmente, como se pode inferir da «Mensagem do Dia do Teatro de Amadores» (21 de Março de 1978), que, a pedido da APTA, Luiz Francisco Rebello escreveu, sendo na altura Presidente da SPA – Sociedade Portuguesa de Autores. A dado passo diz ele: «Os amadores que ao teatro sacrificam devotadamente os seus tempos livres — sem a estulta pretensão de competir com os profissionais — (…) A eles se deve que, sob o fascismo, o país não fosse o deserto teatral que os governantes desejariam, e depois do 25 de Abril que o teatro chegasse a lugares onde nunca até então havia penetrado, através da sua generosa e entusiástica participação nas campanhas de dinamização cultural, tão caluniadas pelos inimigos da cultura e do povo.
Novamente se comemora este ano, em liberdade, o Dia do Teatro de Amadores. De Norte a Sul do país, no campo e na cidade, na escola e na empresa, na fábrica e na colectividade de cultura e recreio, os grupos de amadores dirão hoje, uma vez mais, a sua vontade de viver e lutar, de servir a democracia e o povo.»
Quase a terminar este texto, vou fazer uma nova citação, uma síntese perfeita, que retiro de um texto publicado no n.º 10 do Boletim da APTA, À Barca, da autoria do Deolindo Pessoa: «Os grupos de amadores devem ter uma forma de trabalho em que recusem o “espectacular”, em benefício de um despertar do espírito crítico e de pesquisa, e cuja finalidade seja orientar os seus elementos para uma realização inteiramente original, concebida por eles e de acordo com as suas preocupações.»
O já citado livro de Deolindo Pessoa, «CITEC 40 Anos», deu conta da actividade desenvolvida pelo grupo, que este livro comemorativo dos 50 anos complementará, não havendo, pois, lugar a que eu a essa actividade faça referência, mas tenho de terminar com o meu agradecimento, o agradecimento ao CITEC pelos seus 50 anos de vida activa por parte de alguém que também dedicou parte da sua vida ao teatro de amadores, os que por amor fazem teatro, e que deixa uma certeza: dentro de 50 anos outro que não eu, pela ordem natural da vida, terá a oportunidade de escrever sobre os 100 Anos do CITEC.
Portela (de Sacavém), 2021-05-19
NOTAS
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Deolindo Pessoa, «CITEC – Centro de Iniciação Teatral Esther de Carvalho – 40 Anos», edição do CITEC, Montemor-o-Velho, Abril de 2012;
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Luz Francisco Rebello, «Imagens do Teatro Contemporâneo», págs 17/18, Edições Ática, Lisboa, Janeiro de 1961;
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in: António Gomes Marques, «E assim nasceu uma paixão pelo teatro», a pág. 210 de «Teatro Moderno de Lisboa (1961-1965) – Um Marco na História do Teatro Português», Editorial Caminho, Alfragide, Agosto de 2009;
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Não me esqueço de outros grupos de teatro universitário, que não deixa de ser teatro de amadores. Lembro: Grupo de Teatro da Associação de Estudantes do I. S. Técnico; Grupo Cénico da Faculdade de Direito de Lisboa (já referido); Grupo Cénico da Faculdade de Letras de Lisboa, de onde saíram Luís Miguel Cintra e Jorge Silva Melo para fundarem o Teatro da Cornucópia; Teatro Universitário do Porto; Grupo Cénico da Faculdade de Medicina de Lisboa; Grupo Académico de Estudos Teatrais, que juntou estudantes de várias Faculdades (Medicina, Letras, Belas-Artes, Técnico, Económicas e, principalmente, de Ciências, uma bela ideia mas que durou muito pouco;
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Ver o. c. na nota 2, págs 31/32;
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Para além dos dois grupos citados, fizeram parte desta Direcção, o Núcleo de Teatro do Centro de Cultura e Recreio de Ferreira do Zêzere (Tesoureiro), o G. I. T. T. – Grupo de Iniciação Teatral da Trafaria (Secretário) e o T. A. C. – Teatro de Amadores “Combate” do Cartaxo (Vogal), sendo a Assembleia-Geral composta pelo Grupo de Teatro de Campolide de Lisboa (que passou ao estatuto de profissional e que viria, depois, a converter-se na actual Companhia de Teatro de Almada), Teatro 5 de Vila Nova de Gaia e Veto – Teatro Oficina de Santarém, e o Conselho Fiscal composto pelo G. A. T. – Grupo de Amadores de Teatro de Viseu, G. T. M. M. – Grupo de Teatro de Mem Martins e Grupo Dramático de Carnide.”
Portela (de Sacavém), 2024-05-20



