SINAIS DE FOGO – A FARSA DOS TRETEIROS – por Soares Novais

 

Topem o que eles fazem, dizem e escrevem. Eles, os treteiros da farsa em exibição. Atentem no que diz o protagonista e aquele comparsa que pôs os espanhóis a rir a bandeiras despregadas.

Fixem o figurante que se passeia pelo anfiteatro a mascar pastilha elástica. Atentem nas falas monocórdicas daquela personagem que esteve no alçapão durante a tragédia; e no ar do artista que se passeou pelo rio trajando vistoso colete salva-vidas.

Eles, os treteiros, são manhosos e medíocres. Como aquele bouffon que trouxeram de Bruxelas, depois de o dito ter feito uma imitação rasca da cena do candeeiro que Vasco Santana eternizou no Pátio das Cantigas”.

Não tenham dúvidas: a farsa em exibição é má. Muito má. Apesar da propaganda e da autopromoção dos artistas da companhia. Nem os elogios maquiavélicos do seu mentor e director artístico os salvarão da pateada…

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