Acaba de abrir as suas portas ao público o chamado Hortus Redemptoris, o magnífico jardim da Igreja do Redentor na ilha Giudecca, importante edifício realizado a partir do projeto de Andrea Palladio em 1577 e fulcro da grande festa veneziana que se celebra todos os anos no terceiro domingo de julho para comemorar o fim da peste que provocara cerca de 50.000 mortos.
O jardim permaneceu acessível exclusivamente aos frades capuchinhos durante toda a sua longa existência, até 26 de outubro passado; encontra-se agora completamente restaurado, com a recuperação das Antigas Oficinas e da Estufa, além das duas capelas, sendo agora possível passear pelas suas alamedas, passando por pérgulas de glicínias e bignónias, até chegar a um espelho de água com nenúfares e papiros que constitui o centro deste sugestivo espaço. Na área oriental, ergue-se a Capela da Meditação, um lugar onde recolher-se em silêncio e paz, com relevos que representam S. Jerónimo.
Numa perspectiva de acolhimento dos visitantes, dentro desta ampla área não falta um Café, que reproduz a atmosfera prenhe de espiritualidade dos antigos refeitórios franciscanos e onde se propõem os produtos tradicionais cultivados no próprio jardim. Contudo, para garantir as atividades normais da comunidade religiosa, a entrada é possível só de quinta-feira a sábado, em horários que variam consoante a época do ano, por um preço entre 6 e 12 euros.
É iminente a vinda a lume de um volume também intitulado In Venetia Hortus Redemptoris, onde é reconstruída a história deste lugar e é apresentada a requalificação arquitectónica e botânica levada a cabo pela Venice Garden Foundation, já responsável pela requalificação dos Jardins Reais junto da Praça de São Marcos.