Nota de editor:
Dada a extensão do presente texto, o mesmo é editado em oito partes, hoje a sétima.
Autópsia de uma morte de há muito tempo anunciada, a da Universidade (7/8)
Coimbra, 26 de março de 2025
Índice
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- Introdução
- De uma estranha exclusão a uma estranha inclusão
- O poder absoluto conferido por um título
- Sobre os tempos de desprezo pelos docentes, pela docência, nas Universidades de agora
- A Universidade, entre a vista curta da Rua da Betesga ou a visão larga da Praça D, Pedro IV, escolhe a rua da Betesga
- Anexo 1. Capitalismo da finitude
- Anexo 2. A propósito de um concurso para catedrático, um olhar para dentro da Universidade
- Anexo 3- A importância da história
13 min de leitura
(continuação)
7. Anexo 2. A propósito de um concurso para catedrático, um olhar para dentro da Universidade
Por Júlio Marques Mota
Houve em 2024 um concurso para dois lugares com a categoria de Professor Catedrático na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, já abordado no texto no ponto I – Introdução.. A presente nota pretende ser um olhar para dentro da Universidade a partir da realização deste referido concurso, onde abordamos, ainda que sem aprofundar as bases em que assentam os critérios utilizados, mas sobretudo a ponderação utilizada na aplicação desses mesmos critérios.
Neste concurso olhemos para as avaliações, em valores absolutos, feitas por Luís Conraria e por Tiago Sequeira a Luís Cruz por comparação com as avaliações feitas a Pedro Cerqueira e Pedro Godinho. Para não sobrecarregarmos o texto com quadros apresentamos apenas os valores.
Avaliação de Luís Conraria (UMinho):
Desempenho Científico: 44,5%; Capacidade pedagógica: 66,50%. Como a ponderação é de 70% para o desempenho científico e 30% para as capacidades pedagógicas, a classificação dada por Luís Conraria ao colega Luís Cruz é então de 70%x44.50+ 30%x66,5= 51.1.
Mutatis mutandis, vem a avaliação feita por Tiago Sequeira (FEUC):
Esta avaliação traduz o juízo valorativo de Tiago Sequeira sobre o mérito do candidato Luís Cruz em comparação com os dois colegas, e tal como no caso anterior temos:
Desempenho Científico: 49,5%; Capacidade Pedagógica 74,5%; a classificação dada por Tiago Sequeira é então de 70%x49,5+ 30% x 74,5= 57%. As dos restantes colegas encontram-se, tal como no caso anterior, nas linhas seguintes.
Pequenos detalhes a salientar neste tipo de classificação. O peso da classificação em editar, editar, chamado aqui de desempenho científico, é de 70% e consequentemente o peso da qualidade do professor enquanto professor, enquanto arte e empenho em ensinar, é apenas de 30%. Isto dá-nos uma ideia da máquina que é Universidade, logicamente toda ela virada para o editar, editar.
Sobre o desempenho científico dizem-nos em ata o seguinte:
“No ponto IV.2.1.2. relativo ao impacto da produção científica, consideram-se três critérios: (i) a pontuação máxima no ABS Journal Guide 2021 obtida por cada candidato; (ii) a pontuação máxima no ranking CEF.UP obtida por cada candidato; e por fim (iii) o h-index, respetivamente, este com um peso muito menor, “. Fim de citação
Dito de forma mais direta, isto significa que a avaliação do júri tem como base a avaliação feita por outros, por critérios que também não nos dizem quais são.
Isto faz-me lembrar o rebentar da crise financeira em 2008: os títulos ditos subprimes eram garantidos por um conjunto de operadores independentes, desde os bancos compradores das hipotecas, aos arranjadores dos pacotes de títulos, aos especialistas em segmentação de títulos por notações diferentes de risco, passando pelas agências de rating dos respetivos títulos e o que se sabe é que cada um dos operadores que garantiam os títulos confiava no elemento anterior da cadeia de garantias. Nessa cadeia descobriu-se depois, que as agências de rating, as que davam a classificação final para os títulos, carimbavam com três As (AAA) até a bosta de boi, é o que se dizia num email trocado entre traders.
Mas não levantemos dúvidas sobre os critérios em si mesmos, mas sim na ponderação dos mesmos, nos 70% de peso para o chamado desempenho científico e de 30% para a capacidade pedagógica [22]. A principal função da Universidade será ensinar, essa é a principal missão de quem é professor e quando alguém é contratado para qualquer Universidade é para trabalhar na área X, Y ou Z, e para lecionar as disciplinas A ou B. Não se percebe, pois, que na progressão da carreira DE DOCENTE os pesos sejam de 70% para a sua atividade como investigador e de 30 % para a sua atividade como professor. Ora existe a carreira de investigador e os investigadores também lecionam nas correspondentes Faculdades e aqui, sim, teria sentido os ponderadores de 70 % para a atividade científica e de 30% para a atividade docente.
Deixemos isto e centremo-nos na importância que é dada ou não dada à prática pedagógica pelos dois “falcões” ligados à Faculdade, Luís Conraria e Tiago Sequeira.
Relativamente ao Luís Cruz (LC), diz-nos um elemento do júri completamente externo à Faculdade de Economia, Aurora Amélia Castro Teixeira:
“Na dimensão pedagógica, coloquei em 1º lugar o candidato LC pela sua elevada experiência letiva nos 3 ciclos de estudo, acompanhada de um excelente desempenho pedagógico, tal como refletido pelos inquéritos pedagógicos respondidos pelos estudantes; adicionalmente, este candidato apresenta um forte desempenho na componente de coordenação, participação e dinamização de novos projetos pedagógicos e a realização de projetos com impacto no processo de ensino/aprendizagem. LC é, de longe, o candidato que apresenta um desempenho mais elevado na dimensão ‘Intervenção na comunidade’, designadamente no desempenho de tarefas organizativas e de gestão relacionadas com atividade pedagógica e divulgação de conhecimento, tendo inclusivamente feito parte, na qualidade de perito, de um painel avaliação da A2ES“. Fim de citação.
Esta citação diz-nos que na opinião de um dos avaliadores externos à Faculdade de Economia, face ao Luís Cruz estaríamos perante um professor de muito boa qualidade, e fico satisfeito ao ler isto, porque isso coincide com a opinião que tenho dele no terreno da prática pedagógica.
Vejamos então a classificação dada pelos restantes elementos do júri ao Luís Cruz, também em comparação com os dois outros colegas:
De Aurora Teixeira (FEP):
De Joaquim dos Santos Ramalho (ISCTE)
De Joana Vaz Pais (ISEG)
De Ana Maria Matias Santos Balcão Reis Peão da Costa (UNova)
De Paulino Teixeira (FEUC)
O que quero sublinhar é que nos dois itens, Desempenho Científico e Capacidade Pedagógica, a nota atribuída ao Luís Cruz por cada um dos dois “falcões” ligados à FEUC, Luís Conraria e Tiago Sequeira, é inferior à nota atribuída por cada um de todos os restantes elementos do júri. E mais, esta nota é escandalosamente pequena no item Capacidade Pedagógica se tivermos em conta as qualidades de ordem pedagógica do Luís Cruz enumeradas por Aurora Teixeira e que os dois “falcões” teriam a obrigação de conhecer.
Imaginemos agora que o júri é apenas composto pelos dois “falcões” referidos. Somando as notas de cada um e em cada item teremos para cada candidato os seguintes valores:
Desempenho científico
Luís Cruz (44.50+49.50) = 94,00
Pedro Cerqueira (55.50+69.90) = 125,40
Pedro Godinho (60.50+75.50) = 136,00
Capacidade Pedagógica
Luís Cruz (66.50+ 74.50) = 141,00
Pedro Cerqueira (68,50+ 71.50) = 140,00
Pedro Godinho (75.50+ 74.50) = 150,00
Aqui não teríamos dúvidas: o Pedro Godinho seria o primeiro dos três, pois quer no desempenho científico quer na capacidade pedagógica e, obviamente, na soma dos dois critérios, tem a classificação mais alta em cada um dos itens. Pedro Cerqueira ficaria em segundo lugar quer considerando a soma dos dois critérios quer considerando a média ponderada, já que apenas fica em terceiro lugar, embora a muito curta distância (140 versus 141), na capacidade pedagógica. Como há apenas dois lugares a concurso, seria excluído o Luís Cruz.
Admitamos agora que o júri é composto por todos os membros efetivos com exclusão de Luís Conraria e de Tiago Sequeira.
Vejamos então a soma das pontuações:
Desempenho Científico
Luís Cruz (82.50+65.00+64.00+50.00+92.00) = 353,50
Pedro Cerqueira (70.30+75.00+60.00+65.00+90.00) = 360,30
Pedro Godinho (76.00 +70.00+76.00+55.00+89.00) = 366,00
Capacidades Pedagógicas
Luis Cruz (80.30+80.00+79,00+75.00+92,00) = 406,30
Pedro Cerqueira (71.50+75.00+75.00+55.00+92.00) = 368,50
Pedro Godinho (79.00+75.00+82.00+65.00+93.00) = 394,00
Em soma das duas avaliações, recusando ponderações e explicarei porquê, teremos:
Luís Cruz 759,80
Pedro Cerqueira 728,80
Pedro Godinho 760,00
A recusa de ponderações deve-se aqui a uma razão muito simples; um professor como professor é contratado para ensinar. Nunca entendi, como é que havendo na Universidade a carreira de investigador, se exige a um professor que mais importante que ensinar é investigar, é publicar, publicar: Mas um professor necessariamente tem de investigar se quer fazer um ensino vivo, atrativo e atualizado, mas sem perder profundidade, daí a necessidade de uma ponderação, mas ao contrário: a atividade docente deveria ter o peso de 70% na sua classificação como professor e a sua investigação deveria ter o peso de 30% dessa mesma classificação, e na mesma lógica deveria ser o inverso para o investigador. A atividade de investigador deveria valer 70% na sua avaliação global e a atividade docente, caso a exerça, e deve exercê-la, acrescente-se, valeria 30%. [23]
Quanto à questão do binómio professor-investigador, e da precariedade que a este binómio e a cada uma das duas categorias profissionais está associada, seria bom que o problema começasse a ser equacionado e de forma séria: os efeitos nefastos desse não equacionamento do problema foram bem sintetizados na parte final da entrevista dada por Boaventura Sousa Santos à CNN, no dia 30 de março de 2025. E se é verdade que há muito de comum na precariedade destes dois grupos de profissionais, não é menos verdade que há também características especificas na precariedade de cada um deles, precariedades estas que, por seu lado, podem levar a comportamentos estruturais menos condignos com a respetiva profissão. De entre esses comportamentos, sublinhe-se o do carreirismo que se tornou agora estrutural e comum a todas as Universidades do país. E, já agora, na ata do concurso fala-se muito impacto da produção científica dos docentes na comunidade científica e na comunidade em geral. Eu diria que o impacto na comunidade, quer científica quer na comunidade em geral, do enorme volume de teses que se apresentam anualmente em Portugal é, na maioria dos casos, pura e simplesmente nulo. Joan Robinson, tinha uma afirmação curiosa sobre o assunto que me dispenso de citar.
Fala-se na ata deste concurso no impacto da produção científica na comunidade, mas alguém se perguntou qual é mais importante para a comunidade como um todo, se o impacto de um professor de alta qualidade na comunidade a ensinar ou se um investigador de qualidade média a investigar, sendo certo que a maioria dos professores faz em termos de investigação é, na melhor dos casos, de qualidade média e de fraquíssimo impacto externo mesmo para os que trabalham sobre o mesmo tema [24]? À pergunta feita, eu respondo: o maior impacto positivo para a comunidade vem do trabalho de um professor de alta qualidade. Alguém se perguntou se é mais importante ter artigos em massa publicados do que ter alunos com qualidades preparados para a vida em comunidade e para a ciência igualmente? Eu respondo: é mais importante ter alunos bem preparados à saída de qualquer licenciatura, mas isto não é fácil, nada fácil mesmo. E estes alunos não se criam, não se fabricam a dar aulas a ler powerpoints, lendo-os de costas ou de lado para os alunos, esses alunos fazem-se, fabricam-se com aulas dadas com o giz, com o cérebro e com o coração, o que pessoalmente chamo de atitude dadivosa, através de um acompanhamento dos estudantes interessados ao longo do seu trajeto escolar, esses alunos não se criam, não se fabricam, não garantidamente, a dar-lhes notas altas como agora se faz, a tornar-lhes cada vez mais fácil o caminho para alcançar o diploma. E lamentavelmente descobre-se agora, ainda que de forma envergonhada, que afinal temos andados arredados dos problemas de formação global da nossa juventude. E isto é muito triste, é vergonhosamente triste que com tantos catedráticos, tantos associados, tantos títulos não sei sobre o quê, afinal nem sequer temos ensinado os nossos jovens a saber pensar, quer no plano lógico-abstrato quer no plano emocional. Sublinho ainda que ensiná-los a pensar em termos abstratos é ensiná-los a desenvencilharem-.se na resposta a dar perante novas situações que se lhe deparem pela frente. Ensiná-los a pensar em termos de inteligência emocional, é ensiná-los a viver no respeito para com os outros, é ensiná-los a compreender os outros, a saber colocarem-se na pele do outro para o poder compreender. Ensinar a este nível pluridimensional, isso exige muito tempo, exige muito estudo da parte de quem ensina, bem para além dos manuais sintéticos, exige muita dedicação e muita compreensão para com quem quer vencer as barreiras da ignorância. Compreende-se, pois, porque é que eu neste concurso colocaria o Luís Cruz [25] em segundo lugar, tomando como aceite o primeiro lugar atribuído ao Carlos Carreira, lugar que não discuto por razões acima referidas.
Mas olhemos então para estes valores, calculados de forma simples, e só para se ter uma ideia. Estão os três candidatos muito próximos, mas eu excluiria o Pedro Godinho. Mais uma vez sublinho, isto não tem nada de pessoal contra ninguém e excluiria este candidato e com mais força de razão do que a exclusão do Fuinhas, porque não tem como formação de base uma licenciatura em economia. Lamento, entre quem tem a visão que abarca qualquer dos lados da Praça D. Pedro V ( o Rossio) e aquele que tem a visão estreita da rua da Betesga, eu escolheria para Economia quem tem a visão da Praça D. Pedro V em temas de economia, por isso excluiria do concurso o Pedro Godinho. Nada há de anormal nesta minha opção, nem nada de pessoal, sublinho mais uma vez. Curiosamente, um membro do júri, Joaquim José dos Santos Ramalho, escreve em ata o seguinte:
“Em termos gerais, se não restringirmos a análise das atividades desenvolvidas pelos candidatos à área de Economia, este é o candidato que apresenta o melhor currículo. Contudo, a grande maioria dos seus trabalhos incide sobre a área da Gestão, o que no contexto deste concurso penaliza bastante a sua avaliação. Por isso, apesar do seu plano de desenvolvimento de carreira sugerir que possui capacidade para direcionar com êxito as suas atividades futuras de investigação e docência para a área de Economia, julgo ser mais adequado colocá-lo atrás dos dois candidatos referidos anteriormente.” Fim de citação. (O sublinhado é nosso)
A Economia precisa de quadros de grande valor e não de gente que promete vir a tê-lo na área de Economia e serem incluídos no concurso enquanto promessa. Isto faz-me lembrar o Prémio Nobel atribuído a Barack Obama por ser uma promessa na construção de um mundo de paz e apenas como promessa acabou o seu segundo mandato. Os poucos valores seguros da FEUC foram-se reformando, o último deles é o José Reis e é nesse campo e nesse sentido que se deveria ter começado a investir em vez dessa vergonha de Reforma criado por Álvaro Garrido, Pedro Godinho, Tiago Sequeira, Luís Peres Lopes e outros, em que há desdobramento de aulas e de recursos humanos para aulas em inglês, com as salas quase vazias! Não é um problema da FEUC, é um problema da maioria das Faculdades, é um problema de incompetência também de quem governa, mas não sendo este um problema da FEUC, mas sim um problema de ordem geral (leiam-se os artigos de Bacelar Gouveia sobre o tema), é mais um problema entre tantos outros, a sua existência mostra à evidência que se deve exigir o repensar rapidamente a função da Universidade. Dou dois exemplos, um relatado por Bacelar Gouveia, um outro que me foi relatado por alguém de uma outra Universidade:
- Num curso de mestrado em Direito as aulas eram lecionadas em inglês quando se estava apenas perante alunos em português. Isso com aulas proferidas num inglês macarrónico para quem possivelmente saberia muito pouco inglês.
- Numa licenciatura da área da saúde uma candidata concorre a um posto de trabalho de professora numa Faculdade deste país. Foi admitida e disseram-lhe ex-post que teria de dar aulas em inglês.
Dispensam-se comentários, mas tudo isto nos mostra que pensar e renovar a Universidade, recolocando-a nos caminhos que lhe permitam cumprir a sua espinhosa missão, a de produzir inteligência, a de formar cidadãos e técnicos para se responder aos enormes desafios que as sociedades contemporâneas enfrentam, não é um problema fácil, mas é um problema a exigir solução urgente. A Universidade não pode ser o que tem estado a ser, não, não pode, mas para a Universidade sair do beco onde a encurralaram ela precisa de gente séria à sua frente, não de gente que só tem como intenção fabricar a sua própria carreira, precisa de gente com larga visão e, ainda mais, com coragem para enfrentar os obstáculos que se lhe deparem pela frente, entre os quais estará a necessidade de barrar o caminho aos habitantes das diversas ruas da Betesga que se foram construindo e que não deixarão então de tentar torpedear o processo pela via das ocupações selvagens, à maneira do Homem do Leme de Kafka, um brutamontes que assalta um barco em alto-mar, toma conta do leme e destrói a ordem estabelecida, impondo a sua aos tripulantes através do medo.
Tabela global de classificações
(continua)
Notas
[22] Curiosamente ainda muito recentemente a ponderação era de 80 por cento para a atividade de investigação e de 20% para a atividade docente!
[23] Relembremos que com o reitor João Gabriel Silva a ponderação era mesmo de 80% para a investigação científica e de apenas 20% para a atividade docente.
[24] Assumir o contrário, seria assumir que o país é um país brilhante em cultura geral e em cultura científica. Tenho medo de quando envelhece, de cair nas mãos dos médicos que estamos a formar, é o que nos diz um Professor de uma das Faculdades de Medicina deste país.
[25] Cabe-me aqui referir , e mais uma vez, que neste texto não há nada de pessoal contra ninguém, sejam eles Pedro Cerqueira, Carlos Carreira ou Luis Cruz. E, noblesse oblige, todos foram meus alunos. A análise feita situa-se apenas no plano lógico-abstrato, tomando como ponto de partida a minha visão do que é ser professor universitário e o que está exarado em ata do concurso. Eu não sirvo de exemplo, dir-me-ão, e eu respeito sem melindre essa posição, mas não abdico da minha.











