As sílabas marginais/O AZEVINHO/Nelson Ferraz

 

O AZEVINHO

 

 

 

Da varanda observo o telhado maravilhoso e verde

Disposto ao acaso pelo deus dos arbustos.

 

O azevinho está hoje orgulhoso e vigilante

Inexpugnável ao tudo que pode rodear um ninho.

 

E lá dentro no coração emaranhado de folhas

Protegido do vento da chuva e do sol excessivo

Um lar de melros assume a existência em sossego.

 

De quando em vez ajeito a minha atenção

Para escutar a vida ganhando asas.

 

Prometo não incomodar.

 

 

 

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