O AZEVINHO
Da varanda observo o telhado maravilhoso e verde
Disposto ao acaso pelo deus dos arbustos.
O azevinho está hoje orgulhoso e vigilante
Inexpugnável ao tudo que pode rodear um ninho.
E lá dentro no coração emaranhado de folhas
Protegido do vento da chuva e do sol excessivo
Um lar de melros assume a existência em sossego.
De quando em vez ajeito a minha atenção
Para escutar a vida ganhando asas.
Prometo não incomodar.


