ADÃO CRUZ – DESILUSÃO joaompmachado21 de Outubro de 202521 de Outubro de 2025Literatura Navegação de artigos PreviousNext DESILUSÃO Olho as folhas caídas em espiral de espinhos na flor da água sem regresso minha voz de gravador que outros ouvem só eu não tem milhões de segundos num segundo que já foi meu feito sonho de amor invisível e ateu. Pela escada fantasma do falso destino destino essencial quem subia ou descia afinal… era eu. Nos gestos por dentro nos jardins de contraste da natureza fecunda no penoso curriculum lavrado na areia palpei o futuro numa mão cheia. palpei a filosofia dos cadáveres e em febril pulsação espremi a vida num punhado de areia. Enchi de virilidade a cidade a cidade e o luxo o luxo e o lixo o lixo e a verdade a verdade e eu. No fundo das veias nasceu gelado um provinciano despojo feito de tempo gasto e de nojo. Por dentro e por fora saltaram faíscas de senso e contrassenso escrevendo epitáfios de sangue e crueldade em letra de amor fazendo um caixão com as tábuas da verdade. A verdade era uma mesa a vida os dados e o amor a tristeza de quem jogou a certeza nos passos errados. Neste chão de lama na ejaculação abortada nos restos de orgia de uma vida vencida em ritmo de coração moribundo sobra o tremor da carne adormecida A verdade a arte e o sonho o viço e a cor voaram pelos céus da ilusão e a esperança… apenas sopra as cinzas que ninguém sabe do que são. Entre a tese e a antítese nada voa nem mexe não há sim nem não entre passado e presente e o futuro é o deserto que temos à frente. adão cruz Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading...