por Rui Oliveira
Antes de referir os eventos de Domingo, devemos preencher a lacuna de não termos mencionado como destaque de Sábado 19 de Janeiro o concerto que terá lugar na Sala Principal do Teatro Nacional de São Carlos, às 21h, em que a Orquestra Sinfónica Portuguesa sob a direcção musical de Étienne Abelin irá tocar um programa que inclui :
Antonio Vivaldi Sinfonia em Dó Maior da ópera L’incoronazione di Dario, RV 719
Domenico Scarlatti Concerto Grosso n.º 1 em Fá Menor
Johann Sebastian Bach Suite n.º 3 em Ré Maior, BWV 1068
George Frideric Handel Concerto Grosso em Fá Maior, Op. 3/4, HWV 315
Giovanni Battista Pergolesi Concertino em Mi Bemol Maior para Cordas
Igor Stravinski Suite do bailado Pulcinella
Já no Domingo 20 de Janeiro o relevo vai para mais um Músicas do Mundo que a Fundação Calouste Gulbenkian promove no seu Grande Auditório, às 19h, intitulado “Vela 6911”, onde, no palco, além de Solistas da Orquestra Gulbenkian dirigidos pelo maestro Rui Pinheiro, estará o músico e compositor angolano Victor Gama tocando acrux, toha e dino e a harpista Salomé Pais de Matos tocando toha.
Explicando esta criação saiba-se que :
Em Setembro de 1979 a África do Sul realizou secretamente um teste nuclear atmosférico entre a ilha Marion no Índico Sul e a costa da Antárctida. O teste validou o programa de armas nucleares e poderio militar desenvolvidos pelo regime de apartheid sul -africano que desestabilizou toda a África Austral durante mais de uma década. Um desconhecido antropólogo angolano e uma oficial da marinha sul-africana, Lindsey Rooke, que participou no teste nunca se encontraram, mas os seus registos, descobertos anos após a morte de ambos, deram origem a uma incessante reconstrução que Victor Gama levou a cabo entre o deserto do Namibe e a Antártida.
Ao longo dos últimos seis anos, Gama vagueou por geografias marcadas pelos abalos sísmicos de uma geopolítica que foi deixando os seus destroços. O resultado desse «trabalho de campo» é decantado em “Vela 6911”, uma peça multimédia que junta a original música escrita por Gama às imagens por si recolhidas na Antártida em Janeiro de 2012.
Estreada em Chicago, Vela 6911 é uma encomenda da Chicago Symphony Orchestra e da MusicNOW e teve o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. Eis um extracto do registo feito então no Harris Theater :
Quem queira conhecer outra peça mais longa (“Rio Cubango”) de Victor Gama estreada no Concertgabouw (Amsterdão) em 2011 pode ver http://youtu.be/V883gPZtO_Y
Antes de “Vela 6911”, também na Fundação Calouste Gulbenkian, mas no Auditório 3, às 18h, com a presença de Victor Gama e entrada livre, será exibido o seu filme “ tectonik: TOMBWA – geografias em colisão “ (2011, duração 30 min), uma película em português, inglês e espanhol.
Mostramos-lhe algumas imagens, bem como outro filme de Victor Gama “Journey to the Last Frontier” também relacionado com o projecto “Vela 6911” :
Por último, neste Domingo 20 de Janeiro, reinicia-se o ciclo “Caixa de Música – Concertos para Famílias” no Centro Cultural de Belém onde no seu Grande Auditório, às 11h30, a residente Orquestra de Sopros da Metropolitana sob a direcção musical do maestro Reinaldo Guerreiro com Pedro Fonseca saxofone alto como solista, irá interpretar :
Nikolai Rimski-Korsakov – Procissão dos Nobres, da ópera “Mlada”
Claude T. Smith – Fantasia para Saxofone Alto e Orquestra de Sopros
Piotr Ilitch Tchaikovski – Suite do bailado O Quebra-Nozes, Op. 71a
Não havendo ainda registo da peça menos conhecida de Claude Smith pela Metropolitana, deixamos-lhe a interpretação que dela faz o saxofonista James Barger com a West Texas A&M University Symphonic Band em Fevereiro de 2012 :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sexta aqui)



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