por Rui Oliveira
Neste Domingo 10 de Fevereiro, o destaque inegável vai para a iniciativa conjunta da Fundação Calouste Gulbenkian e do Goethe Institut de Lisboa − que manteve até hoje uma programação paralela de filmes e outros eventos (conforme oportunamente o Pentacórdio divulgou) dedicado à obra de Sasha Waltz, uma das mais importantes coreógrafas alemãs – que culmina na produção no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian, às 19h, de “Gefaltet − Wolfgang Amadeus Mozart e Mark Andre”.
Sasha Waltz e Mark Andre chamam «concerto coreográfico» a esta sua colaboração. Segundo a coreógrafa alemã, o desafio é explorar a noção dos intervalos entre música, espaço e tons. Para o compositor francês trata-se de uma oportunidade para testar a sua música como resposta a impulsos e movimentos. Como poucas vezes se terá visto, “Gefaltet” promove diálogo entre bailarinos e músicos (aos primeiros também se pede sons, aos segundos também se pede movimentos), convocando-os a todos para a criação – prévia e em tempo real.
O concerto terá o seguinte programa musical :
Wolfgang Amadeus Mozart Divertimento em Mi bemol Maior, KV 563
Sonata em Lá menor, KV 310
Mark Andre Klangruine I: Gefrorene Klänge
Wolfgang Amadeus Mozart Sonata para violino e piano em Mi menor, KV 304
Mark Andre Klangruine II: IV Fragmente
Wolfgang Amadeus Mozart Adagio em Si menor, KV 540
Mark Andre IV2 (excerto de violoncelo)
IV 8 (trio para cordas)
Wolfgang Amadeus Mozart Giga em Sol Maior, KV 574
Mark Andre IV 11a (para piano)
Wolfgang Amadeus Mozart Rondo em Lá menor, KV 511
Quarteto com piano em Sol Maior, KV 478
Como intérpretes desta coreografia dirigida por Sasha Waltz, estarão em palco Edivaldo Ernesto, Saju Hari, Todd McQuade, Virgis Puodziunas, Sasa Queliz, Zaratiana Randrianantenaina, Judith Sánchez Ruíz e Yael Schnell e ainda como instrumentistas Carolin Widmann (violino), Guy Ben-Ziony (viola), Nicolas Altstaedt (violoncelo) e Alexander Lonquich (piano).
O registo vídeo existente deste novo espectáculo encontra-se aqui :
Entretanto, nesse mesmo Domingo 10 de Fevereiro, há um concerto de música de câmara dado pelo Ensemble Darcos sob a direcção artística de Nuno Côrte-Real no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, às 17h, em que convidou um dos mais conceituados barítonos portugueses, Luís Rodrigues, para interpretar o ciclo de canções Os Frutos dos Anjos, de Nuno Côrte-Real, obra que explora o universo íntimo e delicado do poeta Eugénio de Andrade. Isto, como dizem, no pressuposto de que «poesia e música são duas artes inseparáveis: uma está contida na outra, a outra é a essência das duas; dito de outra forma, a poesia está contida na música e a música é a essência da poesia».
No palco estarão então, além de Luís Rodrigues barítono, os instrumentistas Gaël Rassaert violino, Reyes Gallardo viola, Filipe Quaresma violoncelo e Helder Marques piano.
O programa compõe-se de :
N. Côrte-Real (1971-) Os Frutos dos Anjos, op.26 (Ciclo de canções para voz e piano, com poesia de Eugénio de Andrade) e
J. Brahms (1833-1897) Quarteto para piano e cordas em Dó menor, op. 60
O CCB disponibiliza acesso, na falta de qualquer registo destas peças executadas pelo Ensemble Darcos, a uma gravação do acompanhamento musical deste grupo à voz da soprano Sónia Alcobaça cantando “Ev’ry time We Say Goodbye” de Cole Porter (Com arranjos de Nuno Côrte-Real).
Também no Domingo 10 de Fevereiro, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 17h, há um Recital de Canto e Piano de entrada livre pelos finalistas do curso de mestrado do Conservatório Superior de Musica de Gaia (a quem coube a iniciativa) em canto Catarina Rajão, Irma Lizi Amado, Pedro Teles, Patrícia Quinta, Pedro Almeida e José Paulo Freitas e em piano Jairo Grossi.
Serão interpretadas peças dos seguintes compositores: Richard Strauss, Gustav Malher e Paul Hindemith.
No campo do cinema e dentro dos ciclos que periodicamente o Pentacórdio tem divulgado, há p.ex. no Teatro do Bairro (Rua Luz Soriano, nº 63, ao Bairro Alto), numa iniciativa do Instituto Italiano de Cultura de Lisboa, em colaboração com a Associação Il Sorpasso, o “Domenica al Cinema” – Encontro com o Cinema Italiano Contemporâneo.
Pretende ser “um estímulo à reflexão social, cultural e política sobre a Itália dos dias de hoje, através da projecção de alguns dos filmes italianos mais marcantes da actualidade”. Assim neste Domingo 10 de Fevereiro (e em regra de duas em suas semanas), às 21h com entrada livre, é projectado o filme “L’Arrivo di Wang” (Itália, 2011) de Manetti Bros, com Ennio Fantastichini e Francesca Cuttica, além de Juliet Esey Joseph, Li Yong, Jader Giraldi, Antonello Morroni nos principais papéis.
A protagonista do filme é Gaia, uma intérprete de língua chinesa, chamada para fazer uma tradução ultra secreta : o interrogatório de um misterioso homem Wang, feito por um agente sem escrúpulos. O interrogatório é realizado no escuro e Gaia não consegue traduzir correctamente. Quando a luz se acende, Gaia fará uma descoberta que mudará a sua vida para sempre…e não só.
Este é o filme-anúncio desta película de ficção científica premiada no Festival de Trieste e algumas das suas cenas :
Por último duas NOTÍCIAS EM ATRASO :
No campo do teatro (de que em breve noticiaremos as peças em palco) lembra-se que termina este Domingo 10 de Fevereiro a exibição em curso desde o passado dia 1 no Teatro Turim (Estrada de Benfica, nº 723 A) – de Quarta a Sábado às 21h30, Domingo às 17h – da peça “Fala Comigo como a Chuva e Deixa-me Ouvir” de Tennessee Williams, numa produção da Equilíbrio Verbal.
Este texto sobre um homem e uma mulher e a intimidade do seu desespero é encenado por Fernando Oliveira, com cenografia e figurinos de Ivânia Fraústo e música do Marbles Power Trio, sendo seus actores Rita Frazão e Francisco Sousa.
No campo das conferências/debate realiza-se neste Sábado 9 de Fevereiro, a partir das 15h, na Bibblioteca Museu da República e Resistência (Rua Alberto de Sousa, nº 10 A, à Cidade Universitária) um debate sobre “Militarismo – Último reduto da espoliação financeira global” promovido pelo “Fórum pela Paz e Direiros Humanos” e pela “Plataforma Anti-Guerra, Anti-NATO”.
Serão aí oradores o coronel reformado Mário Tomé sobre “O militarismo como paradigma da organização da sociedade capitalista”, o economista Vítor Lima sobre “Para que servem as FA’s, ou a doença senil do militarismo” e a activista Paula Montez sobre “PAGAN – Cronologia duma campanha- GAME OVER”.
Segue-se o debate com entrada livre.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sexta aqui)



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