Pentacórdio para Domingo, 2 de Junho

por Rui Oliveira

 

 

   Comecemos este Domingo, 2 de Junho, início do período estival sem grande consistência na oferta cultural, por aconselhar a ida a mais um dos Concertos de Domingo, joana searade entrada livre, que a Fundação Calouste Gulbenkian josé brandãooferece às 12h no Átrio da Biblioteca de Arte no seu Edifício Sede, a que chamou “Dias de Verão”.

   A responsabilidade artística caberá ao projecto “O Guardador de Canções” (já presente nos últimos Dias da Música no CCB) que reune, entre outros, o pianista José Manuel Brandão (foto esq.) Oliveira-Hugo-01 - Copyque neste concerto virá acompanhado pelos artistas Joana Seara, soprano e Hugo Oliveira, barítono (fotos dir.).

   O programa, como diz a FCG, será «… uma celebração do verão e das férias: a praia, o campo, as noites de verão, os amores… e, por fim, o regresso do tempo mais fresco – obras de Brahms, Poulenc, Strauss, Fauré entre outros».

 

 

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   Na tarde desse Domingo, 2 de Junho, não será aconselhável perder o concerto que decorrerá no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, às 17h, que o intitulou “Contos de Fadas a Quatro Mãos”. Será o encontro de dois pianistas experientes, um o director artístico do DSCH-Schostakovich Ensemble (residente no CCB, onde se constituiu em 2006, em homenagem ao centenário de Dmitri Schostakovich) Filipe Pinto-Ribeiro (piano), outro uma colaboradora frequente do DSCH, Rosa Maria Barrantes (piano).

   No programa :

 

      Piotr Ilich Tchaikovsky  Suite O Quebra-Nozes, op 71a

                  (versão para piano a quatro mãos por E.Langer)

      Maurice Ravel  Ma mère l’Oie (“A minha mãe Ganso”)

      Gabriel Fauré  Dolly

      Igor Stravinsky  Três andamentos de Petrushka

                  (versão para piano a quatro mãos pelo autor)

 

   Sendo um encontro original não há registo prévio de qualquer destas peças. Talvez menos ouvida que as restantes, mostramos-lhe aqui a composição construída por Fauré para Hélène, filha da sua amiga, a cantora Emma Bardac, (que tinha o petit nom de “Dolly” e que viria curiosamente a ser a segunda mulher do compositor) inspirada por cenas e ambientes do seu quotidiano, subdividida em 1. Berceuse,  2. «Mi-a-ou», 3. Le jardin de Dolly,  4. Ketty – Valse,  5. Tendresse e  6. Le pas espagnol.

 

 

 

 

   À mesma hora deste Domingo, 2 de Junho, o leitor/ouvinte que se desloque à Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 16h, terá acesso, com entrada livre, a mais um Recital de Piano cuja  1ª parte será preenchida pela pianista Barbara Costa a interpretar peças de Joseph Haydn, Robert  Schumann e Alexander Scriabin.

   Na 2ª parte será Fernando Loura a executar temas de Ludvig van Beethoven e Johannes Brahms.

 

 

 

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   Mais à noite, às 21h30 do mesmo Domingo, 2 de Junho, há jazz no Pequeno Auditório da Culturgest pelo grupo norueguês “Zanussi 5”, composto pelos saxofones de Kjetil Møster, Eirik Hegdal e Jørgen Mathisen, pelo contrabaixo de Per Zanussi e pela bateria de Gard Nilssen.

   Deles diz o comissário do Ciclo: Isto é Jazz? , comparando com o grupo (também recentemente na Culturgest) dum saxofonista e clarinetista norte-americano : «… com uma diferença: se Vandermark 5 tem uma óbvia dimensão intelectual, a Zanussi 5 interessa mais fazer a festa, sem desvios de percurso nem subterfúgios expressivos. E com uma arma poderosíssima: a frente de três saxofones com funções multiplicadas entre uníssonos, contrapontos e despiques, mais parecendo todo um naipe de sopros numa orquestra.  A música do grupo norueguês é igualmente complexa e obriga às mesmas extraordinárias capacidades performativas, mas a regra que lhe assiste está às claras: Zanussi, Møster, Hegdal, Mathisen e Nilssen pretendem, acima de tudo, divertir-se e divertir quem os ouve. Para tal, servem-se de uma receita de deslumbrante eficácia: melodias que entram no ouvido, uma rítmica sincopante e groovy que funciona como um motor de combustão a várias velocidades, improvisações delirantes no seu superior nível de inventividade e espontaneidade, permanente introdução de elementos de absoluta surpresa e até de autoarmadilhamento e, sobretudo, muita alegria».

   Eis um excerto duma sua actuação no Japão em 2010, em que no quinteto de Per Zanussi o lugar de Kjetil Møster está ocupado por Rolf-Erik Nystrøm com o seu saxophone alto :

 

 

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sexta aqui)

 

 

 

 

 

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