Este artigo destina-se a esclarecer o artigo precedente: “Um banco que não cobra juros nos empréstimos!”.
Este facto deve-se às várias críticas pertinentes, e sempre bem-vindas, de alguns leitores atentos, através de comentários ou e-mail, e após uma leitura minuciosa do site do banco suéco JAK Medlemsbank, e dos fóruns dos seus utentes.
O artigo precedente pretendia revelar a existência de um banco com um funcionamento original e o título tinha esse objectivo, apesar de ter criado uma expectativa demasiado alta. Dado que este sistema funciona em circuito fechado, isso, coloca-o, de certa forma, ao abrigo da especulação do mercado interbancário, no entanto, apesar de pretender não cobrar qualquer juro nos empréstimos não é verdade, ele de um contei um juro escondido, como iremos ver.
Apesar de não existirem agências bancárias, substituídas por um site na internet, e de contar com uns 700 voluntários, este banco possui uns vinte funcionários remunerados. Como citado no artigo, existe um custo para o empréstimo, o pagamento mensal de despesas de funcionamento.
Para um empréstimo de 14 000 euros, estas despesas são de cerca de 15 euros mensais, o que representa 1,5% ao ano. Falar aqui de despesas de funcionamento ou de taxa de juro é a mesma coisa. Existe portanto, um juro real camuflado de 1,5%.
Além disso, o associado tem de realizar uma conta poupança de igual montante que podendo ser recuperada no fim do pagamento, não é sujeita a qualquer valorização e está igualmente sujeita à perda de parte do seu valor inicial ao fim de um período tão longo. Outro custo a ter em conta é o valor da inscrição, de 22 euros, e o da cotização anual também de 22 euros.
O facto de os empréstimos estarem “equilibrados” com uma poupança obrigatória de igual montante, limita o risco de incumprimento. Além disso, este banco, como qualquer outro, avalia as condições económicas do cliente: duração do empréstimo, montante, rendimentos, despesas, idade,…
Sendo também um banco de depósito, o total dos depósitos tem de ser 20% superiores ao dos empréstimos. No entanto não consegui esclarecer o que acontece em caso, por exemplo, de morte, dado que não existe qualquer seguro associado ao empréstimo.
