(Continuação)
Depois deste texto, vejamos a opinião de uma leitora do El País à actual conjuntura de Espanha, em breve a conjuntura de Portugal talvez, e temos a noção, mais uma vez, do tipo de capitalismo promovido pela União Europeia a aproximar-se vertiginosamente da equivalência funcional do fascismo. Veja-se o espectáculo em Portugal das secretas na base da legislação que dava ao primeiro-ministro poderes quase que absolutos, legislação criada por Sócrates e agora utilizada pelo menino de Massamá, o nosso actual primeiro-ministro, lembremos os polícias provocadores introduzidos por Zapatero nas manifestação dos Indignados, a lembrar Franco, a lembrar Salazar, também, e a série de acontecimentos que não se poderiam verificar continuaria.
Um pequeno texto de Espanha, um pequeno texto sobre esta Europa que assim não a queremos.
Se necesitan 35 demócratas
Ana Cuevas
Zaragoza – 30/08/2011
El 35 es el número mágico que puede marcar la diferencia. Si no se consigue esta cifra entre los diputados que van a votar la reforma de la Constitución, la democracia permanecerá secuestrada para siempre a expensas de la tiranía económica de los mercados.
En Islandia se reescribió la Carta Magna. Pero fueron 25 ciudadanos escogidos entre y por el pueblo los que llevaron a cabo esta tarea. Y, al contrario que aquí, lo hicieron para proteger a la nación de la rapiña especuladora. La reforma se logró con la participación activa en su redacción de cuantos islandeses quisieron hacerlo a través de técnicas online que, con sus sugerencias y comentarios, ayudaron a dar forma al documento. Este Estado del que apenas se habla usó un referéndum para negarse, por mayoría absoluta, a pagar una deuda que no les correspondía. A pesar de que el FMI congeló sus préstamos y les amenazó con toda suerte de plagas y maldiciones, los demócratas islandeses no se amilanaron. Iniciaron investigaciones penales para responsabilizar a los autores reales de la crisis. Emitieron órdenes internacionales de busca y captura contra los banqueros implicados que huyeron de su territorio. Y contrariamente a los apocalípticos augurios que se lanzaron sobre su silenciosa y pacífica revolución, Islandia se está recuperando del colapso sin aplicar las medidas del FMI.
Aquí y ahora, necesitamos 35 mujeres y hombres que defiendan la soberanía del pueblo frente a la dictadura de la UE.
Depois de tudo procuraremos continuar neste blog a falar deste desespero que a todos nós consome. E vem aí o frio, o frio nas almas, o frio nas casas, o frio no corpo das crianças do meu país que agora não terão dinheiro para em casa se aquecerem nem nas escolas onde vão ficar depositados como sacos de batata nos armazéns por grosso, e vem aí também as moitas longas de um longo Inverno que vai estar bem para lá do calendário que os homens na sua marcação do tempo desenharam, um longo Inverno que vai durar anos e que e é também a marca das nossas incapacidades. É tempo de pensarmos colectivamente na mudança.

Meu caro Júlio, cada vez é maior o número de vozes que designam o tipo de democracia que nos governa por «novo fascismo». O bloco central vai gerando através de cadeias de interesses e de ligações endogâmica . inclusive), uma classe dirigente ao serviço de grupos económicos poderosos. No fundo, o neoliberalismo atingiu metas que o fascismo não teve capacidade para atingir. Temos uma oligarquia fortíssima e tudo isto sem o mau aspecto da repressão policial, das torturas, holocaustos. O novo fascismo é muito mais asséptico e apresentável. Excelente texto.
Acaba exemplarmente este texto. Muitos parabéns, Júlio.