É já no próximo sábado o segundo concerto integrado no ciclo BICENTENÁRIO LISZTIANO.
Constituído por cinco concertos – o primeiro teve lugar a 10 de Setembro último –, o São Carlos
assinala os 200 anos sobre o nascimento do compositor húngaro, Franz Liszt, um dos mais
emblemáticos defensores da música programática.
Compositor, pianista virtuoso, maestro e professor, Franz Liszt (1811‐1886) será uma das
figuras do século XIX cujo legado mudaria inquestionavelmente a história da música.
Criador da forma do poema sinfónico, Liszt contribuiu significativamente para a evolução
da arte da direcção musical e da técnica pianística.
A Orquestra Sinfónica Portuguesa regressa ao palco do São Carlos, sob a direcção
de Emmanuel Plasson com um programa de que se destacam duas obras
de Franz Liszt: a Fantasia Húngara, S. 123, e o Concerto n.º 2 para piano e orquestra,
que terá como solista a pianista búlgara Plamena Mangova. De Hector Berlioz, o público
poderá ouvir a Abertura Le Carnaval romain e, da ópera La Damnation de Faust,
o Menuet des follets e a Marcha Húngara. O programa termina com a Sinfonia n.º 1,
«Primavera», de Robert Schumann.
Composta em 1843 com base nos materiais escritos para a ópera Benvenuto Cellini,
especificamente da cena do carnaval, a Abertura Le carnaval romain destina-se
a programas de concerto. A peça estreou em Paris (Sala Herz) a 3 de Fevereiro de 1844.
Ainda de Hector Berlioz, Menuet des follets e a Marcha Húngara de La Damnation de Faust,
uma ópera que o compositor francês dedicou a Franz Liszt.
A Sinfonia n.º 1, «Primavera», de Robert Schumann foi estreada pela Orquestra Gewandhaus
sob a direcção do compositor Felix Mendelssohn em 1841; para a sinfonia Schumann
tomou como fonte de inspiração dois poemas do alemão Adolf Böttger (1815‐1870).
A Fantasia Húngara consiste numa das obras mais representativas do espírito nacionalista
de Liszt; nesta obra, o compositor alude ao verbunkos, uma dança tradicional húngara.
Estreado em Janeiro de 1857, o Concerto n.º 2 para piano e orquestra proporciona ao público
a oportunidade de ouvir uma obra que aborda o piano e a orquestra como se de um único
instrumento se tratasse.