Vamos conhecer ainda hoje ou na madrugada de amanhã a decisão do comité da UNESCO sobre a candidatura do fado a Património Imaterial da Humanidade. Temos dito por diversas vezes que a decisão tem uma importância relativa – nada de transcendente ocorrerá se o parecer for favorável. Se for desfavorável, também nada mudará.
No entanto, seria interessante e justo que a UNESCO integrasse o fado numa lista onde o tango já entrou.
Enquanto esperamos pela decisão, vamos ouvir três fadistas… japonesas:
Começamos por Machico Kousuki em “Canção do Mar”, de Frederico de Brito e Ferrer Trindade:
Segue-se Naomi Chiaki, talvez a mais conhecida cantadeira nipónica, cantando um fado japonês.
E por agora terminamos com a fadista Yoko cantando “Maria Lisboa” no Zip Zip em Alfama
.

Já aqui alguém disse neste blogue que o fado era um fenómeno musical lisboeta e nem sequer a sua influência abrangia toda a cidade, sendo um género típico de alguns bairros populares. Ontem, acompanhava um texto o vídeo de uma desgarrada em que amistosamente se disputava a prevalência de Lisboa, Porto ou Coimbra como ninhos preferenciais da canção. Com estes vídeos de fadistas japonesas (há muitas mais), mais do que deleitar os ouvidos (função que estamos a cumprir também), procurou-se demonstrar que o fado não só não é um fenómeno lisboeta, como é cantado em praticamente todos os continentes – apresentámos fadistas galegas, argentinas, brasileiras, catalãs… hoje foi a vez das japonesas. Talvez não cantem de uma forma ortodoxa. Cantam à sua maneira. Pareceu óbvio o que queríamos significar com estes vídeos. Afinal parece que não o foi.
Que mente tão fechada….
Ó Augusta então tu nasces e não dizes nada? Que coisa essa de bater com a moleirinha, eu também tenho o mesmo problema e as conotações chovem, deixa-os poisar!Bjo grde PS: tenho andado a ver se nasço