Cantigas Medievais Galego-Portuguesas no sítio da FCSH-UNL

Sempre Galiza!

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Cantigas Medievais Galego-Portuguesas:

a mina da base de dados do Instituto de Estudos Medievais da FCSH-UNL

O  Instituto de Estudos Medievais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa disponibilzou um sítio dedicado às cantigas medievais galego-portuguesas.

[ http://cantigas.fcsh.unl.pt/ ]

A base de dados dirige-se aos investigadores e ao público em geral e resulta do projeto Littera – edição, atualização e preservação do património literário medieval português -, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

A base de dados permite pesquisas múltiplas.

Os textos estão escritos segundo as normas do novo Acordo Ortográfico.

O sítio disponibiliza:

a totalidade das cantigas medievais presentes nos cancioneiros galego-portugueses, as respetivas imagens dos manuscritos e ainda a música (quer a medieval, quer as versões ou composições originais contemporâneas que tomam como ponto de partida os textos das cantigas medievais). A base inclui ainda informação sucinta sobre todos os autores nela incluídos, sobre as personagens e lugares referidos nas cantigas, bem como a “Arte de Trovar”, o pequeno tratado de poética trovadoresca que abre o Cancioneiro da Biblioteca Nacional.

O texto editado das cantigas dá ainda acesso a um conjunto de informações destinadas a facilitar quer a sua leitura, quer o seu enquadramento histórico (glossário, notas explicativas de versos, toponímia, antroponímia, notas gerais). E fornece igualmente informação de base sobre alguns dos seus aspetos formais. Em cada cantiga, o texto editado pode ainda ser confrontado com o texto manuscrito que transcreve, disponibilizando a base igualmente um conjunto de notas justificativas das leituras proposta (notas de leitura).

No que diz respeito às imagens, a base permite ainda a leitura sequencial dos fólios dos cancioneiros, bem como a visualização independente das iluminuras contidas na Cancioneiro da Ajuda.
No que diz respeito à música, a base dá acesso quer a ficheiros áudio, quer a pautas (em ambos os casos, sempre que disponíveis), incluindo ainda informação sucinta sobre autores e intérpretes.

(…)

No estado atual, a base de dados inclui

– a totalidade das cantigas medievais galego-portuguesas profanas (cerca de 1680) que nos foram transmitidas pelas três grandes recolhas trovadorescas, o Cancioneiro da Ajuda (A), o Cancioneiro da Biblioteca Nacional (B) e o Cancioneiro da Biblioteca Vaticana (V).

– a designada “Arte de Trovar”, pequeno tratado sobre a arte trovadoresca galego-portuguesa, de autoria desconhecida, transcrito no início do Cancioneiro da Biblioteca Nacional.

– as duas Cantigas de Santa Maria, de autoria de Afonso X, incluídas, por motivos desconhecidos, ainda em B (e apenas neste cancioneiro). Dado não fazerem parte integrante da lírica profana galego-portuguesa, o incipit destas duas cantigas surge sempre entre parêntesis.

– as composições habitualmente designadas como “espúrias”, ou seja, as 12 ou 13 composições mais tardias, acrescentadas aos manuscritos medievais em época posterior à sua feitura e que os apógrafos italianos igualmente transcrevem. Dado não fazerem parte da lírica profana galego-portuguesa, o incipit destas cantigas surge sempre entre parêntesis. Pelos mesmos motivos, na lista geral de autores, o nome dos autores destas cantigas surge entre parêntesis reto.

O texto de apresentação indica igualmente os critérios de fixação e de edição dos textos, os critérios ortográficos, os critérios referentes à música, os critérios referentes às imagens e os critérios referentes à pesquisa.

Uma mina por explorar: cantigas para ler, ouvir, apreciar, estudar.

É só seguir a ligação: http://cantigas.fcsh.unl.pt/ 

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