Escrito de Memória, por Pedro Tamen. Mnemosyne, por Dante Gabriel Rossetti

 

 


 

Formado em direito e solidão, 
às escuras te busco enquanto a chuva brilha. 
É verdade que olhas, é verdade que dizes. 
Que todos temos medo e água pura. 

A que deuses te devo, se te devo, 
que espanto é este, se há razão pra ele? 
Como te busco, então, se estás aqui, 
ou, se não estás, por te quero tida? 
Quais olhos e qual noite? 
Aquela 
em que estiveste por me dizeres o nome. 

in “Tábua das Matérias” 

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