“A Vida dos Sons”: deseja-se menos cinzenta e mais multicolor (IV) – 4 – por Álvaro José Ferreira

4. Falecimento do compositor russo Igor Stravinski; discípulo de Rimski-Korsakov, foi um dos compositores mais inovadores e revolucionários das primeiras décadas do século XX, com as suites de bailado, compostas, por encomenda do seu compatriota Sergei Diaghilev, para os Ballets Russes – “L’Oiseau de Feu” (“Pássaro de Fogo”, 1910) [suite final [ao vivo em Londres, 1965, New Philharmonia Orchestra, dir. Igor Stravinski [coreografia de Maurice Béjart, por Michaël Denard, “Petrushka” (1911) [Bolshoi Ballet Company / Bolshoi State Academic Theatre Orchestra, dir. Andrey Chistiakov – cena I, cena II , cena III, cena IV, e sobretudo “Le Sacre du Printemps” (“A Sagração da Primavera”, 1913) [Orchestre de Paris, dir. Pierre Boulez, 2002 >> YouTube] [coreografia de Maurice Béjart que causou grande tumulto na assistência aquando da estreia, a 29 de Maio de 1913, no Théâtre des Champs-Élysées, sob a batuta do prestigiado maestro Pierre Monteux; a sua vasta e prolífica produção posterior inclui os bailados “Chant du Rossignol” (“O Canto do Rouxinol”, 1917) [Berlin Radio Symphony Orchestra, dir. Lorin Maazel, “L’Histoire du Soldat” (“A História do Soldado”, 1918) [The Prince William Symphony Players, dir. David Montgomery, “Pulcinella” (“Pulchinela”, 1920) [Columbia Symphoy Orchestra, dir. Igor Stravinski, “Les Noces” (“As Bodas”, 1923) [Mariinsky Ballet, coreografia de Bronislava Nijinska, dir. Valery Gergiev, “Apollon Musagète” (“Apolo Musageta”, 1928) [Opéra de Paris, coreografia de George Balanchine, as óperas “Oedipus Rex” (“Édipo Rei”, 1927) [encenação de Julie Taymor, 1993 – parte 1, parte 2, parte 3, parte 4 e “The Rake’s Progress” (“A Carreira do Libertino”, 1951) [Prelúdio, dir. Sylvain Cambreling, encenação de Peter Mussbach e a Symphonie de Psaumes” (“Sinfonia dos Salmos”, para coro e orquestra, 1930) [London Symphony Orchestra & English Bach Festival Chorus, dir. Leonard Bernstein, estreada em Bruxelas sob a direcção de Ernest Ansermet; faleceu em Nova Iorque, aos 88 anos de idade, e foi sepultado, em cumprimento do desejo que deixara expresso, no cemitério da ilha de San Michele, em Veneza, onde jaz próximo do amigo Diaghilev;

 

 

                                                                        (Continua amanhã)

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