VAMOS AO TEATRO – Woyzeck, em Cascais. Até domingo.

EM CENA

Teatro Experimental de Cascais

ATÉ 12 Agosto no Teatro Municipal Mirita Casimiro

WOYZECK

De Georg Büchner versão e dramaturgia MIGUEL GRAÇA

VERSÃO E DRAMATURGIA  MIGUEL GRAÇA

ENCENAÇÃO  CARLOS AVILEZ

CENOGRAFIA E FIGURINOS  FERNANDO ALVAREZ

APOIO VOCAL  ANA ESTER NEVES

COREOGRAFIA  NATASHA TCHITCHEROVA

ELENCO Finalistas da Escola Profissional de Teatro de Cascais ANDRÉ PICARDO, ANDRÉ SOUSA, CARINA BANHA, CARLA MONTEIRO, CÁTIA SEQUEIRA, DIOGO DEMÉTRIO, DUARTE DUGOS CATARRÉ, ELVIS BAÇÃO, FILIPA TRINDADE, FILIPE ABREU, FRANCISCO SARMENTO, GONÇALO BRANDÃO, GONÇALO ROMÃO, ISABEL SOUSA, JOANA COELHO, JOÃO SOARES, JULIANA MARQUES, LEONARDO GARIBALDI, MARGARIDA CASTRO, MARIANA BOUHON, MARIANA VIANA, MAURO FERNANDES, MIGUEL ÂNGELO, NAZARETH ALMADANIM, PATRÍCIA ROCHA, RAQUEL CANECA, RITA SÃO LOURENÇO, RODRIGO JORGE, RODRIGO TRINDADE, RUI PALMA, SARA CECÍLIA, SORAIA TAVARES, TIAGO DURÃO

Poucas obras têm a aura que envolve Woyzeck de Georg Büchner, uma aberração literária que não parece ter sido escrita no início do século XIX, e muito menos por um jovem de 23 anos que viria a morrer sem ter tempo de a completar. Apesar de ser hoje considerado o texto inaugural do teatro moderno, só foi publicado em 1875, trinta e oito anos depois da morte do autor, ainda sob o título Wozzeck, encenado pela primeira vez em 1913, e, talvez ainda mais estranho, a versão definitiva e filologicamente correcta apenas ficou disponível em 1967. Peça-mosaico, sem uma estrutura definida, claramente influenciada pelas obras de Goethe e Shakespeare, ficou dispersa em várias cenas e fragmentos espalhados por quatro manuscritos que contam em episódios esparsos a tragédia de um jovem soldado que é levado à loucura pela traição da mulher e por um conjunto de figuras opressoras que o condicionam em tudo, até na liberdade de pensar. Expressionista, realista, niilista, metafórica, política, absurda, Woyzeck é quase tudo o que quisermos sem ser nada de definido nem de definitivo. Como não sabemos o que Büchner pretendia fazer da peça, não sabemos como a iria terminar ou estruturar. De certa forma, foi uma sorte que ele tivesse morrido de tifo tão jovem, com isso deixou-nos um texto inacabado que é reescrito de cada vez que alguém se arrisca a encená-lo. Os quase dois séculos que nos separam dele não fazem com que ainda seja “estranhamente actual”, não, Woyzeck é muito mais do que esse chavão que pretende talvez despertar a curiosidade histórica do público, parece ter sido escrito agora, hoje, por um autor que quer quebrar todas as regras e limites do teatro.

ATÉ 12 Agosto terça a sábado 21h30 • domingo 17h00
Duração: 2H com 1 intervalo / Maiores de 16 anos Bilhetes: Teatro Municipal Mirita Casimiro 214 670 320 (das 16h às 21h00) FNAC http://www.ticketline.pt • 1820
Teatro Municipal Mirita Casimiro
Av. Fausto Figueiredo – Monte Estoril

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