Pentacórdio para Sexta

por Rui Oliveira

 

 

 

   Nesta memorável Sexta-feira, último feriado do 5 de Outubro, comemorativo da implantação da República neste nosso país, não são abundantes os eventos culturais novos.

 

 

   Um pouco insolitamente é a continuação do Festival Cantabile no Auditório do Goethe-Institut de Portugal, que inova neste dia, com uma sessão de Música de Câmara e Arte Vídeo,  às 21h, de entrada livre onde os solistas do Festival Cantabile Viviane Hagner, violino , Nicole Hagner, piano (na foto), Sebastian Manz, clarinete e Siegfried Mauser, piano, acompanhados por outros artistas a anunciar tocarão, intercalando actuações com a apresentação de vídeos recentes, numa coprodução Festival Cantabile e FUSO – Anual de Vídeo Arte Internacional de Lisboa.

   Do programa constam :

      André Godinho  “Bonjour” [Vídeo, 2012, 4’50]

      Johannes Brahms Sonata para violino e piano No. 1 em Sol maior op. 78 “Regenliedsonate”       Maria Ornaf “Je suis allée” [Vídeo, 2010, 1’28]

      Jörg Widmann  “Fantasie” para clarinete solo (1993)

      Bruno Ramos “Factory” [Vídeo, 2011, 10’17] – Prémio Aquisição FUSO / Fundação EDP 2012

      Wolfgang Rihm  Três peças de “Zwiesprache” (1999) Alfred Schlee in memoriam – Paul Sacher in memoriam – Heinrich Klotz in memoriam

      Miguel Faro  “Reflexo Reflectido” [Vídeo, 2009, 0’30]

      Wolfgang Rihm  “Klavierstück” No. 7 (1980) [ca. 10’]

 

   Eis, como curiosidade interessante, uma interpretação da peça do programa de Jörg Widmann feita pelo seu autor em 2011 numa homenagem ao seu antigo professor Wilfried Hiller :

 

   Reproduzimos ainda uma imagem do video a exibir premiado no FUSO com a nota acompanhante :

 

 

Bruno Ramos { Factory } 2011, 10’ 17’’

Com: P. Sylva, H. Hassan; Realização: Bruno Ramos; Desenho de Som: Sergio Cruz

“ No centro de Londres, P. Sylva leva uma vida incomum. É um fantasma numa das mais movimentadas cidades do mundo e defende o seu modo de vida. Factory explora a relação entre a pessoa e o espaço que ela habita, através de um conjunto de movimentos pré-determinados. O filme foi criado com base numa pré-definida narrativa audiovisual e centrada na vida quotidiana do personagem.”

 

 

 

   Na mesma Sexta 5 de Outubro apenas assinalamos no Ondajazz, às 22h30, a presença do “Diogo Vida Trio” com Diogo Vida piano, Antonio Quintino contrabaixo e Alexandre Alvez  bateria,

 

   E no Hot Clube, às 23h, repetindo-se no Sábado 6, a actuação da banda de jazz de fusão “U.N.derpressure” dirigida por Pedro Madaleno  guitarra com  João Moreira  trompete, Miguel Amado baixo e José Salgueiro  bateria.

   Eis como o grupo de Pedro Madaleno tocava, embora com uma composição parcialmente diferente, em 2007, o tema Distance Relation :

 

 

 

   Por último, MAS IMPORTANTE, lembramos que já amanhã 4 de Outubro (Quarta-feira) se inicia, o que por lapso não referimos no Pentacórdio de ontem  :

 

   No Teatro São Luiz, no seu Sub-palco, às 23h e 0h15, “Mironescópio : A Máquina do Amor”, uma produção de A Tarumba – Teatro de Marionetas (permanecendo até Sábado 6/10), a qual esclarece :

   “Este é um espectáculo de pequenas formas inspirado nos antigos peep shows e nas primeiras experiências cinematográficas realizadas no século XIX, com a utilização de aparelhos como o cinetoscópio e o mutoscópio. Os grandes especialistas da arte erótica, Dr. Erotikone, Madame Gigi e Madame Mimi, entre outros convidados, trazem consigo os seus valiosos mironescópios e recebem os seus clientes no seu novo consultório, instalado temporariamente no sub-palco do São Luiz. Aqui não existem barreiras, o amor é livre. Vários mironescópios estarão à sua espera, no interior de cada um decorrem efeitos visuais, imagens em movimento, sombras, que irão criar emoções nunca antes sentidas. Um espectáculo intimista, pedagógico, relaxante e …erótico… numa soirée yé-yé. Traga o seu par e os seus amigos”.

   A direcção artística é de Luís Vieira e Rute Ribeiro e os actores-manipuladores são Carlos Alberto Oliveira, Luís Hipólito, Luís Vieira, Miriam Faria, Raquel Monteiro e Rute Ribeiro.

 

 

   No Cinema São Jorge, às 21h de Quinta 4, tem lugar a inauguração da 13ª Festa do Cinema Francês com a exibição da comédia de Jérôme Enrico intitulada “Paulette” com a presença em palco de toda a equipa do filme.

   Sinopse : Paulette vive sozinha num bairro de habitação social e recebe uma magra reforma, com a qual tem dificuldade em chegar ao fim do mês. Uma noite dá-se conta dos estranhos negócios que decorrem no seu prédio. É aí que decide lançar-se na venda de haxixe e, como em tempos foi uma reputada pasteleira, vai encontrar formas originais de começar uma nova carreira …

    Interpretam-na Bernadette Lafont, Carmen Maura, Dominique Lavanant, Françoise Bertin, entre outros, num argumento do próprio Jérôme Enrico, cuja primeira metragem “L’Origine du Monde” data de 2000.

   

 

   Lembramos que na Sexta 5 de Outubro, o alvo deste Pentacórdio, no mesmo Cinema São Jorge, são projectados mais três filmes deste Festival, a saber :

 

   Às 17h, o documentário de animação de Laurent Boileau e Jung Henin chamado “Couleur de peau : Miel”.

 

   Às 19h30, o documentário de Ana Nyma (sob pseudónimo) “Fragments d’une Révolution”.

 

   Às 21h, o filme dramático de Lorraine Lévy intitulado “Le Fils de l’Autre” (2012), com a presença em palco da realizadora e participantes na película.

   Interpretado por Emmanuelle Devos, Jules Sitruk, Mehdi Dehbi, Pascal Elbé, Areen Omari, Bruno Podalydès, ntre outros, o filme relata a história de Joseph que, ao entrar para o exército israelita, descobre que não é filho biológico dos pais e que foi trocado à nascença por Yacine, aquando de um bombardeamento que atingiu a maternidade onde nasceu. Joseph parte à procura desse outro rapaz, filho de uma família palestiniana, desencadeando um profundo revirar de identidades e convicções nos membros das duas famílias.

   É este o seu filme-anúncio :

 

 

 

   Entretanto decorre desde 1 de Outubro até 19 na Cinemateca Nacional – Museu do Cinema, em articulação com a Festa do Cinema Francês, uma homenagem a Olivier Assayas, cineasta eclético, cosmopolita e de culto, pelos seus 30 anos de carreira, com a exibição de 12 filmes entre os quais o seu primeiro e aclamado “Désordre” (1986, no dia 2), o documentário “HHH Portrait de Hou-Hsiao-Hsien” (1997, no dia 8), um elogio ao realizador taiwanês, o mediático “Carlos” (2012, no dia 13), exibido pela 1ª vez em Portugal na sua versão longa e o seu mais recente “Après-Mai”, em antestreia entre nós, antes mesmo da sua saída comercial em França (!).

   [para a programação diária consultar

 http://www.cinemateca.pt/programacao.aspx?ciclo=177&page=5 ]  

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quarta aqui )

 

 

 

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