Breve notícia dos Colóquios da Lusofonia em Ourense – por Carlos Durão

Para os que não puderam acompanhar em presença, Carlos Durão oferece uma notícia vivida dos XVIII Colóquios da Lusofonia, que este ano de 2012 tiveram lugar em Ourense, Galiza. Mais notas nos sítios da Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia (AICL) e da Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP).

Breve notícia dos Colóquios da Lusofonia em Ourense

Foi na semana passada, 5-7 de outubro, que teve lugar o XVIII Colóquio da Lusofonia, no Auditório Municipal da cidade galega de Ourense, organizado pela Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia (AICL), patrocinado pelo Concelho (Câmara Municipal) de Ourense, e apoiado pela Academia Galega da Língua Portuguesa (AGLP) e pelo Governo dos Açores.
Chrys e Helena Chrystello foram os incansáveis animadores do evento, o mais recente da já longa série que vem celebrando a nossa Lusofonia comum em países e territórios tão afastados como os Açores, o Brasil, Macau, Bragança… e desta vez a Galiza, sob o título “Galiza e Açores: Duas Insularidades Culturais”.
A informação básica está no site da AICL:
http://www.lusofonias.net/conteudo/xviiicoloquio-galiza-2012/ mas tentarei dar uma visão, por força impressionista, das partes em que eu pude estar presente: não em todas, infelizmente, pois, como sempre acontece, nestes eventos estabelecem-se contactos e realizam-se atividades extracurriculares que impedem a assistência plena, mas que são igualmente positivos a prol da Lusofonia.
Na sessão de abertura foi cantado o simpático “Hino dos Colóquios” (letra: Vasco Pereira da Costa, Concha Rousia, Isabel Rei; música: Isabel Rei Samartim) e visionados vídeos da Galiza e dos Açores. Ana Paula Andrade e Carolina Constância tocaram para nós piano e violino.
Na entrada do auditório havia mostras e exposições: editoras convidadas, pintura (Manuel Policarpo), artes plásticas (José Nuno da Câmara Pereira).
Depois do almoço decorreu um interessante “passeio” com guia pela cidade velha, visitando lugares onde moraram importantes escritores ourensanos.
Numa sessão solene foram recebidos como académicos correspondentes da AGLP os professores Malaca Casteleiro, Evanildo Bechara e Maria Dovigo, e acreditado académico de mérito o Dr J. Luís Fontenla Rodrigues, que não pôde estar presente por razões de saúde.
Já entrando a noite, houve uma apresentação e lançamento de livros de autores assistentes ao Colóquio, na Livraria Torga. E depois do jantar, o Festival de Teatro de Ourense, FITO.
No segundo dia, sábado, houve uma sessão de temas linguísticos galegos, com oradores da AGLP (Artur A. Novelhe, Carlos Durão) e da AGAL (Associação Galega da Língua): Isaac A. Estraviz, Valentim R. Fagim; estava prevista a intervenção de Alexandre Banhos, da Fundação Meendinho, mas o orador não pôde assistir.
Na segunda sessão falaram os professores Malaca Casteleiro (da Academia de Ciências de Lisboa), sobre bilinguismo ativo e passivo, Evanildo Bechara (da Academia Brasileira de Letras), sobre um verso difícil do Camões, e J.-Martinho Montero Santalha (da AGLP), sobre a história da AGLP.
Nas sessões de tarde, sob a rubrica geral da açorianidade, falaram Chrys Chrystello, Rosário Girão, Manuel J. Silva, Álamo Oliveira, Anabela Sardo, Elisa Branquinho, Zaida Ferreira, Anabela Mimoso e Eduardo Bettencourt Pinto.
À noite foi o Festival “Estou Lá”, com artistas da Galiza, Brasil, Guiné Bissau, Palestina e Portugal.
No derradeiro dia, domingo, falaram Evandro Ouriques, Carla Luís e Alexandre Luís, Ma. Helena Ançã, Luís Blasco “Foz”, Vasco Pereira da Costa, Gislane Siqueira, Luís Gaivão, Elisa Guimarães, Perpétua Santos, Simona Vermeire, Afonso Teixeira Filho, Rolf Kemmler, Sandra Pérez López, Ma. Zélia Borges, Anabela Sardo e Raul Leal Gaião.
Estava prevista também a intervenção de Adela Figueroa Panisse, que afinal não se concretizou.
Ana Paula Andrade executou em piano a partitura de Dom Áureo da Costa Nunes, e a seguir foi o encerramento e entrega dos certificados.
Podemos dizer com total justiça que o Colóquio foi um êxito, pelos temas e pelos oradores assistentes, se bem o público não foi tão numeroso como esperavam os organizadores: como razão foi aduzida certa falta de informação entre os universitários, mas também a próxima celebração de eleições autárquicas, que restou alguma presença galega, até de académicos.
     Carlos Durão

3 Comments

  1. obrigado, argonautas; acrescento ao elenco dos académicos correspondentes, conforme o programa, tb o Evandro Vieira e o Chrys Chrystello, entre os outros, alguns dos quais in absentia: Carlos Reis, Adriano Moreira, Eugénio Correia; y que os colóquios a seguir às intervenções foram animados: lembro entre o público as vozes dos académicos Xavier Trilho, J. Manuel Barbosa, Ângelo Brea, L.G. Blasco “Foz”, Xico Paradelo, João Trilho, António Gil, e da antiga presidenta da AGAL Ma. do Carmo Henriques. E por último, mas certamente não menos importante, a constante atividade de organização e apoio do Ângelo Cristóvão e a Concha Rousia;

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    Carlos

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