– “O programa Erasmus em perigo”
O programa Erasmus, criado pela Cee em 1987, desde logo se fez o mais popular dos programas estabelecidos pelo Fundo Social da Comunidade. Nestes 25 anos de Erasmus, mais de dois milhões de jovens inscritos em universidades dos 27 países comunitárias se transformaram radicalmente nas suas mentalidades. O movimento para fora, o contacto com novas culturas e novos comportamentos, o alargamento das fronteiras pessoais e a conquista de um sentimento mais estável da diversidade existente entre os homens e entre os povos, todos estes atos fizeram das gerações universitárias européias do final do século XX e do início do novo milênio melhores cidadãos, em geral.
Além do movimento dos jovens europeus entre os países, Erasmus permite (ou permitia) uma forte circulação entre os mesmos jovens europeus e seus de países não-comunitários, com boa dose de reciprocidade nas diversas trocas e movimentos.
Através de Erasmus, por todo esses anos me foi permitido estabelecer um grande encontro entre os estudantes italianos e aqueles de diversas universidades portuguesas, com as quais estabalecemos a realização do programa. Assim foi com a Universidade de Coimbra, com aquela de Braga, com as Universidade Católicas de Lisboa e de Braga. Anualmente, 2 ou 3 estudantes dos Cursos de Língua Portuguesa e de Literatura Portuguesa se estabeleciam em cada uma dessas Universidades, gozando as bolsas de estudos que lhes permitiam de seguir os cursos dados nas sedes portuguesas e que estivessem em consonância com o programa de formação anteriormente estabelecido entre os mesmos estudantes e o Docente Titular de Pádua. Da mesma forma, ainda que em número menor, chegavam na Universidade patavina estudantes portugueses. Ao contrário dos jovens italianos que desde logo aderiram e se serviram da oferta da Comunidade, aqueles portugueses responderam até agora em número menos significativos. Felizmente tal tendência se está modificando.
Além da movimentação com as Universidades portuguesas, o Setor de Português de Pádua poude firmar acordos com Universidades brasileiira, conforme previsto pelo alargamento oficial do âmbito do projeto Erasmus a países não-comunitários. Juntamente com o Brasil, o Erasmus intercontinental já atingiu outros 32 países.
No Brasil, o Setor de Língua e de Literaturas portuguesa e brasileira firmou nesses anos acordos com a Universidade Federal da Bahia, com a Universidade Federal Fluminense, com aquela de Santa Catarina e com a Universidade de Caxias do Sul, a capital da emigração italiana no Brasil. Com esses encontros muitos italianos puderam estudar nas Universidades brasileiras, conhecendo um novo método de formação, enquanto um número, também aqui menor, de brasileiross se movimentou até Pádua. Em todos esses movimentos dos estudantes de Erasmus, a partir de determinado momento o Programa passou a prever igualmente o correspondente movimento dos docentes interessados.
Tudo isso hoje está ameaçado de modificar-se inteiramente, quando não de extinguir-se em modo definitivo. Certamente atingido em modo particular com a grave crise econômico-financeira que abalou o mundo a partir de 2008 e que atingiu os países da Cee em maneira profunda, o Fundo Social comunitário, no final deste 2012 se viu com um deficit de 4 bilhões de Euros. E a ameaça para os programas sociais comunitários de 2013 se viram fortemente ameaçados de radicais modificações.
Ainda que os 27 países membros da Cee sempre tivessem declararado que diante da crise uma das decisões decisivas para melhor enfrentá-la se encontrava no fortalecimento da assistência formativa dos jovens, bem como da investigação científica em geral, muitos desses países sofreram uma recaída tal na crise desastrosa que os levou a sucumbir diante desta realidade em confronto com os respectivos projetos não financiados. Que, por exemplo, para a Espanha correspondem a 900 milhões de Euros, 600 para a Itália e para a Grécia, 400 para a França e 150 para a Grã-Bretanha. Diante de tais resultados a Uniãp Européia decidiu de pagar somene as certificações oficiais de despesas. Uma tal decisão certamente, se mantida por uma predominante posição unilateral daria um grande golpe ao Fundo Social comunitário e levaria em modo especial o Projeto Erasmus, o mais popular dos projetos do Fundo Social comonitário, à extinção. Tudo isso, somente em um último momento foi relativamente superado no que diz respeito ao movimento futuro de 2013. Depois, não se sabe… No mínimo, o projeto sofrerá radical modificação.
