POESIA AO AMANHECER – 83 – por Manuel Simões

Jesús López Pacheco – Espanha

( 1930 – 1997)

PARA ANTONIO MACHADO

Peguei no papel e apoiei-o

sobre um livro de versos de Machado.

– Machado, meu amigo,

peço que me perdoes

ter-te comigo na cadeia,

mas pareces-te tanto com um rio,

tuas canções são tão de água,

és mais velho que eu e sabes tanto

do amor e do frio,

do medo e do espanto,

a tudo o que existe amaste tanto

e partiste tão cansado…

Além disso é tão triste

estar na prisão só e sem Machado.

(tradução de Egito Gonçalves)

Nasceu em Madrid. Da sua obra poética sublinhamos: “Dejad crecer este silencio” (1953), “Pongo la mano sobre España” (1961), “Canciones del amor proibido” (1962), “Mi corazón se llama Cudillero” (1962), “La hoja de parra” (1973, 2ª ed. 1997), “Asilo poético: poemas escritos en Canadá” (1992).

 

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