– SER MULHER EM PORTUGAL – 2001-2011 – INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA
As mulheres são mais e têm maior longevidade. Casam e são mães (de menos filhos) cada vez mais tarde. Continuam a ser elas a assegurar a maioria das licenças de acompanhamento parental. O risco de pobreza é superior para elas, bem como a taxa de privação material. As mulheres presas são cada vez menos e as mulheres vítimas (de crimes contra as pessoas) são cada vez mais. As doenças do aparelho circulatório são a sua principal causa de morte.
Estão em maioria no ensino secundário e superior. Têm vindo a aderir às novas tecnologias. Integram o mercado de trabalho, mas têm taxas de desemprego mais elevadas. Continuam a ser as principais agentes na prestação de cuidados.
A demografia no feminino
As mulheres são a maioria da população residente, vivem mais tempo, casam e têm (menos) filhos cada vez mais tarde. Numa década, o número de mulheres em idades mais jovens diminuiu, e aumentou o número de mulheres que vivem sós. Estes são os principais factos do retrato demográfico feminino nos últimos dez anos.
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População feminina ligeiramente superior à masculina e com maior longevidade
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Mais mulheres do que homens vivem sós, sobretudo entre a população mais idosa
As condições de vida das mulheres
O retrato das mulheres ao nível da saúde materna revela que o número de partos tem vindo a diminuir e a idade das parturientes a aumentar. As mulheres vão mais a consultas de ginecologia-obstetrícia e de saúde materna nos centros de saúde.
Numa década, o número de mulheres vítimas de crimes registados contra as pessoas aumentou e o número de reclusas diminuiu.
São essencialmente as mulheres quem assegura as licenças de acompanhamento parental.
Na última década assistiu-se a um aumento de beneficiárias de prestações de desemprego. As mulheres, sobretudo as mais velhas, estão mais expostas ao risco de pobreza.
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Partos com tendência a diminuir e idades das parturientes a subir
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Cresce o número de interrupções voluntárias de gravidez, legalmente efectuadas
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Aumento no número de consultas de saúde materna e de ginecologia-obstetrícia
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Número de médicas ao serviço ultrapassa o número de médicos
Mortalidade feminina
As doenças do aparelho circulatório são a principal causa de morte das mulheres; em 2010, morreram 30 mulheres por cancro da mama, em cada 100 mil; a relação de feminilidade cresce entre os óbitos por causas de morte externas; o número de anos potenciais de vida perdidos por doenças do aparelho circulatório reduziu-se para cerca de metade.
Crime e violência
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Número de mulheres vítimas de crimes contra as pessoas aumentou na última década
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Número de reclusas diminuiu para metade entre 2000 e 2010
Protecção Social
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As mulheres asseguram a maior parte das licenças de acompanhamento parental
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Prestações de desemprego e de rendimento social de inserção: mulheres beneficiárias em proporção praticamente idêntica à dos homens
Pobreza e Privação Material
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Risco de pobreza superior para as mulheres, sobretudo para as mulheres idosas
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Intensidade da pobreza superior nas mulheres até aos 64 anos face às mulheres mais idosas
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Privação material mais elevada nas mulheres
As mulheres e o potencial humano
Existem mais mulheres com nível de escolaridade superior (duplicou o número de doutoradas) e secundário, e menos mulheres jovens em situação de abandono precoce de educação e formação.
As mulheres acompanharam a evolução positiva observada no país ao nível da investigação e desenvolvimento, assim como na utilização de tecnologias de informação e comunicação.
As mulheres apresentam taxas de actividade e de emprego mais baixas, e de desemprego mais elevada. Porém, mais de um quinto das mulheres empregadas exercia funções de dirigentes e de carácter intelectual e científico.
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(Continua)


