OS JOGOS DO PETRÓLEO NO MÉDIO-ORIENTE – por Octopus

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Porque é que países não produtores de petróleo, Israel, Síria ou Líbano, e aparentemente sem qualquer “interesse” se encontram no meio de guerras sem fim? Este mapa pode ajudar a descifrar algumas dúvidas.

O petróleo e gás natural do Qatar, do Koweit e até da Arábia Saudita, passa muito pela exportação através de países como Israel, Síria e Líbano.

Israel:

Para além da chamada terra prometida bíblica, em que esse povo teria direito a um Estado, criado à custa de um povo ancestral existente nesse mesmo território, e para além da intenção sionista de criar um posto avançado no Médio Oriente patrocinado pelos Estados Unidos, Israel é um posto de passagem para o petróleo e o gás proveniente do Qatar e Koweit.

Líbano:

Nação fustigado por numerosas guerras, a única, em que devido à sua população metade cristã e metada musulmana, tem um parlamento em que a maioria tem um primeiro ministro de ideologia oposta à do parlamento para promover um certo equilíbrio, esse país é percorrido por um oleoduto e gasoduto proveniente do Iraque/Koweit.

Síria:

Tão badalada nas notícias actuais, com um sanguinário presidente, que fez desse país um dos mais desenvolvidos do Médio Oriente, com uma democracia em que considera a mulher igual ao homem, esse país tão cobiçado, encontra-se numa linha de exportação do petróleo e gás proveniente do Iraque/Koweit.

Esses países estão na mira dos países ocidentais por serem um obstáculo à exportação de petróleo, que ficaria muito mais caro através do Canal de Suez ou contornando o continente africano.

Daí o Hamas ser um obstáculo a eliminar, daí o presidente Sírio ser um obstáculo a eliminar, daí Israel ser fundamental, apesar das sucessivas lesões e opressão ao povo palestiniano, ser um amigo.

A Realpolitik torna-se assim fundamental para os países ocidentais que vêm no Líbano um estado demasiado permissivo, na Síria um alvo a abater e em Israel um um parceiro “democrata” que luta contra o fundamentalismo árabe.

O Koweit reconquistado pelos Estados Unidos na Guerra do Golfo, quando sempre fez parte do Iraque, está controlado, foi “libertado”.

A Arábia Saudita sob domínio de uma casta apoiada pelos Estados Unidos, um dos países árabes mais ortodoxo, em que as mulheres são tratadas como objectos, está sob controlo.

O petróleo de Baku (Azerbaijão) e a sua passagem para ocidente foi controlado pelas guerras da Geórgia que queriam supostamente a independência.

Sobra o Irão, que obstinadamente tem mantido a sua posição estratégica em termos de petróleo, não necessita forçosamente da passagem para o mediterrâneo para exportar o seu petróleo, pode fazê-lo pelo Golfo Pérsico ou através dos antigos estados da ex-União Soviética. Por isso é que é tão cobiçada, esqueçam as supostas armas nucleares.

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